InícioÚltimasNo Alentejo, há 5...

No Alentejo, há 5 escolas “Anticorrupção”: Programa quer formar “cidadãos ativos, atentos e interventivos”

Há cinco escolas no Alentejo a participar na 5ª edição do programa “RedEscolas Anticorrupção – escolas que inspiram uma cultura de integridade”.

Um programa que pretende introduzir nos mais novos a “literacia anticorrupção”, segundo Ângela Malheiro, diretora executiva da Associação All4Integrity, promotora do programa, em declarações ao jornal ODigital.pt.

A rede alentejana espalha-se pelos distritos de Portalegre e de Évora, sendo elas o Agrupamento de Escolas de Arronches, a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão, o Agrupamento de Escolas de Vendas Novas e a Escola Básica e Secundária Dr. Hernâni Cidade (Redondo).

Programa começou em 2021 e aposta na educação para a cidadania

Lançado em 2021/2022, a diretor explicou que a lógica por trás desta iniciativa “está muito dirigida para a promoção de uma cultura de integridade, sobretudo, numa lógica de educação para a cidadania”, no sentido daquilo que “são as orientações internacionais que promovem a prevenção e o combate à corrupção”.

Orientações estas que “dão sempre indicação do papel das escolas como ponto inicial para o desenvolvimento destas competências cívicas”, que “depois acabam por ter implicações no nosso dia a dia, para além daquilo que é a realidade da escola”.

Ângela Malheiro vincou que este programa que não quer “pôr nas escolas um discurso incendiário” e que o objetivo passa por “introduzir a temática” e “esclarecer tudo o que tem a ver com os nomes e com as instituições que trabalham e fazem prevenção”.

“É uma lógica de formação de cidadãos ativos, esclarecidos, atentos e, sobretudo, interventivos na sociedade”, acrescentou.

A diretora explicou que, quando o programa foi criado, “não queríamos que fosse mais um fardo para a vida dos professores” e “procurámos oferecer às escolas e aos professores uma matriz de trabalho permitisse, por um lado, respeitar a realidade de cada escola, mas também que pudesse ir além da escola”.

Atividades envolvem comunidade e instituições locais

Desta forma, esclareceu que, normalmente, “a própria escola, ao se mobilizar e ao fazer trabalhos interdisciplinares a propósito da prevenção e combate à corrupção, vai chamar também outros agentes que vão falar na primeira pessoa do que é isto do combate e da prevenção da corrupção”.

Como exemplo, destacou que “muitas vezes, as atividades implicam, por exemplo, visitar uma Câmara Municipal, uma Junta de Freguesia, fazer uma entrevista ao presidente da Junta para perceber quais são os desafios que quem tem o poder local”.

“Temos visto trabalhos muito interessantes a desenvolverem-se ao longo destas edições”, complementou.

Escolas e professores têm autonomia para aplicar o programa

Ainda assim, a diretora sublinhou que “as escolas são livres e os professores são autónomos para adotar as estratégias”, até porque a associação apenas apresenta “a planificação de trabalhos com calendário de atividades”.

“Damos a indicação de quais são os passos que devem ser adotados para introduzir estas temáticas em contexto escolar, para que o tema não seja inflamado e não se desvirtue”, disse.

Depois, “é estudar as questões ligadas aos termos, através de um dicionário, através de um inquérito, de QR Codes, de procurar o significado de ‘Corrupção’ ao longo da história”, mas “este tipo de atividades é a escola que decide”.

Crescimento do programa no Alentejo e entusiasmo dos alunos

Como balanço, Ângela Malheiro frisou que, ao longo de quatro edições do programa, “tem sido uma surpresa e uma alegria ver o crescimento do número de escolas por todo o país e fora dele”, destacando o caso do Alentejo, onde houve um crescimento de dois estabelecimentos de ensino, face ao ano passado.

“Tem sido muito interessante ver que as escolas estão connosco, mesmo que no início tenham alguma desconfiança, e tem sido também interessante ver o entusiasmo dos alunos”, vincou a diretora, dizendo ainda que “este ano, tivemos vários professores a dizer que iam aderir porque tinham falado do programa aos alunos e eles aderiram de forma muito entusiasta”.

Mais notícias

Câmara de Alcácer do Sal vai investir 5M€ para ampliar Zona de Atividades Económicas: «Já há empresas interessadas»

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal vai investir cerca de cinco milhões de...

Habitação, sustentabilidade e identidade: os três desafios apontados pela Ordem dos Arquitectos

A resposta à falta de habitação e a adaptação das cidades às alterações climáticas...

Falta de habitação aumenta responsabilidade social dos arquitetos no Alentejo (c/fotos)

A falta de habitação no Alentejo e no restante país está a atribuir aos...

UNITATE impulsiona carta que exige respostas do Governo sobre 50 mil vagas sociais do PRR

A Fundação UNITATE, que tem quatro investimentos do Plano de Recuperação e Resiliência em...

Câmara de Viana do Alentejo prepara investimento de 4M€ nas escolas de Aguiar e Alcáçovas: «São prioritários»

A Câmara Municipal de Viana do Alentejo tem em curso e em preparação investimentos...

Conheceu Niño de Elche no Alentejo. Agora leva a viola campaniça ao palco de Évora

A viola campaniça vai estar em destaque este sábado, 25 de julho, em Évora,...

Alcáçovas: Autarca quer Feira do Chocalho como “montra” e instrumento de “salvaguarda da arte chocalheira”

A próxima edição da Feira do Chocalho, em Alcáçovas, deverá reforçar a ligação à...

Évora_27: Niño de Elche une Alentejo e flamenco num “espetáculo de mestiçagem musical”

Niño de Elche apresenta este sábado, 25 de julho, em Évora, “El Cante Rasgueado”,...

Viana do Alentejo tem cerca de 650 contadores que não pagam água: Autarca quer reduzir “herança”

A Câmara Municipal de Viana do Alentejo identificou cerca de 650 contadores com água...