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Zona dos Mármores e Alqueva «tem todas as condições para receber» a Grande Área de Acolhimento Empresarial do Alentejo

Inácio Esperança aponta a ferrovia, a A6 e os terrenos disponíveis para instalar a Grande Área de Acolhimento Empresarial e captar investimento externo.

A Zona dos Mármores e Alqueva «tem todas as condições para receber» a Grande Área de Acolhimento Empresarial prevista para o Interior do Alentejo, defende o presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança.

Em entrevista ao jornal ODigital.pt, o autarca afirmou que a localização proposta pelos municípios junto à Estação Técnica n.º 2 do Corredor Internacional Sul reúne acessos ferroviários e rodoviários, terrenos disponíveis e proximidade a setores exportadores.

A iniciativa envolve os municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vila Viçosa, que apresentaram os argumentos da proposta ao presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Ricardo Pinheiro.

«É uma iniciativa conjunta dos sete municípios. Entendemos que esta região tem todas as condições para receber a Grande Área de Acolhimento Empresarial do Alentejo», afirmou Inácio Esperança.

Inácio Esperança defende localização entre a ferrovia e a A6

O presidente da Câmara de Vila Viçosa considera que a área empresarial deve ser instalada no corredor que liga Sines à fronteira espanhola, junto à nova Linha de Évora e à autoestrada A6.

«Não faz sentido haver uma Grande Área de Acolhimento Empresarial do Alentejo que não esteja neste corredor», declarou.

Inácio Esperança salientou que a localização proposta se encontra entre a ferrovia e a A6, numa zona próxima da indústria dos mármores e de áreas de produção agroindustrial.

«Ficamos no meio deste corredor e no meio do Alentejo, próximos de uma zona que é muito importante, a Zona dos Mármores, e de várias áreas onde a agroindústria, o vinho e outros produtos exportados pelo Alentejo podem sair daqui», explicou.

O autarca afirmou que existem terrenos disponíveis nos concelhos de Vila Viçosa, Alandroal e Redondo. Segundo Inácio Esperança, parte dessas propriedades já perdeu o coberto vegetal original e foi ocupada por plantações de eucalipto, o que poderá facilitar a expansão da área.

«Temos terrenos nos concelhos de Vila Viçosa, Alandroal e Redondo cujo coberto vegetal já não é original», referiu.

A ausência de condicionantes ambientais ainda não está demonstrada por estudos específicos da Grande Área de Acolhimento Empresarial.

O Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo identifica a Zona dos Mármores como um dos parques empresariais de nível regional e integra o território no corredor central rodoferroviário.

Grande área empresarial destina-se a captar investimento externo

Inácio Esperança sublinhou que a Grande Área de Acolhimento Empresarial não se destina apenas às empresas instaladas nos sete municípios. O objetivo, afirmou, é criar condições para receber novos projetos industriais.

«Esta Grande Área de Acolhimento Empresarial do Alentejo não se destina exclusivamente às empresas que já cá estão. Pelo contrário, é para atrair investimento externo», declarou.

O autarca considera que existem empresas interessadas em construir unidades industriais em Portugal, embora não tenha identificado investidores com interesse formal naquela localização.

«Hoje em dia existem muitas empresas que querem investir em Portugal e construir as suas fábricas e indústrias no país», afirmou.

A área também poderá acolher novas agroindústrias e unidades destinadas à transformação de produtos já existentes na região. As empresas locais poderão beneficiar da instalação de outras atividades e das ligações ferroviárias para o transporte de mercadorias.

Inácio Esperança apontou Sines, Madrid, Paris e o norte da Europa como destinos possíveis para os produtos expedidos a partir desta zona. «A ferrovia tem dois sentidos, não tem só o sentido de Espanha», salientou.

Grande Área de Acolhimento Empresarial ainda não tem estudos

O presidente da Câmara de Vila Viçosa reconheceu que ainda não existem estudos específicos para a Grande Área de Acolhimento Empresarial.

«Na grande área não há estudos, mas na plataforma logística já há estudos», esclareceu.

Os trabalhos realizados pelos sete municípios referem-se à possibilidade de instalar um terminal de carga e descarga junto à Estação Técnica n.º 2. A Infraestruturas de Portugal anunciou, em 2019, uma avaliação preliminar da viabilidade do terminal.

A dimensão, o investimento, o modelo de financiamento e o calendário da Grande Área de Acolhimento Empresarial permanecem por definir. Inácio Esperança afirmou que os municípios estão disponíveis para realizar os estudos necessários.

Reunião serviu para apresentar proposta à CCDR Alentejo

O autarca esclareceu que a intenção dos municípios não surgiu na reunião com Ricardo Pinheiro. A proposta foi apresentada depois de o Governo anunciar a criação de seis grandes áreas empresariais no país, uma das quais no Interior do Alentejo.

«Com o anúncio do Governo, fomos ter com a CCDR para nos posicionarmos», explicou Inácio Esperança.

Segundo o presidente da Câmara de Vila Viçosa, Ricardo Pinheiro ouviu os argumentos dos municípios, mas terá de analisar outras propostas antes de decidir.

«O presidente ouviu, gostou da ideia. Vai ter de ouvir todos e depois decidir», afirmou.

O Governo prevê criar duas áreas empresariais no Norte, duas no Centro, uma na região de Lisboa e outra no Interior do Alentejo. As localizações deverão ser escolhidas pelas CCDR, enquanto o financiamento ainda terá de ser definido.

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