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Governo prevê reforçar comandos distritais da PSP com 633 novos agentes no final do ano

Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna afirmou, em Estremoz, que o próximo curso da PSP ficará concluído em dezembro e será direcionado para o policiamento de proximidade. Número de agentes para Évora ainda não está definido.

O Governo prevê reforçar os comandos distritais da Polícia de Segurança Pública com os 633 agentes que deverão concluir a formação em dezembro deste ano, anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro.

Em declarações ao Jornal ODigital.pt, à margem da cerimónia do 151.º aniversário do Comando Distrital de Évora da PSP, realizada esta terça-feira, em Estremoz, o governante indicou que o próximo contingente será direcionado sobretudo para o policiamento de proximidade.

“Estamos a falar de 633 agentes no final do ano”, afirmou Paulo Simões Ribeiro, explicando que, depois de concluída a formação, caberá à Direção Nacional da PSP avaliar as necessidades existentes nos 18 comandos distritais e nos dois comandos regionais.

O secretário de Estado reconheceu que existem comandos com maior carência de efetivos, mas considerou ainda prematuro indicar quantos dos novos agentes poderão ser colocados no Comando Distrital de Évora ou noutros pontos do Alentejo.

“Há comandos distritais que estão mais deficitários e que precisam de um maior reforço”, referiu, acrescentando que a distribuição terá de ser feita procurando “chegar a todo o lado”, apesar das limitações existentes.

Segundo Paulo Simões Ribeiro, a avaliação será realizada pelo diretor nacional da PSP e pela respetiva equipa, tendo em conta as necessidades operacionais de cada território.

Primeiro curso reforçou controlo de fronteiras

O governante explicou que a PSP retomou a realização de dois cursos de formação de agentes por ano, uma medida que não era aplicada há algum tempo.

O primeiro curso terminou em maio, mas não permitiu reforçar os comandos distritais na dimensão prevista, uma vez que 360 agentes foram colocados na nova Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras.

Paulo Simões Ribeiro justificou esta opção com a necessidade de reforçar a segurança das fronteiras nacionais, que são também fronteiras externas da União Europeia.

“Não conseguimos reforçar tanto os comandos distritais como queríamos, porque 360 desses agentes foram para a nova Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras”, afirmou.

O secretário de Estado salientou, no entanto, que o contingente que termina a formação em dezembro deverá ter um impacto diferente, uma vez que “o reforço será mais ao nível do policiamento de proximidade”, abrangendo os vários comandos distritais.

Governo associa aumento de números à atividade policial

Questionado sobre os dados operacionais apresentados durante a cerimónia, Paulo Simões Ribeiro reconheceu que alguns indicadores causam preocupação, mas considerou que parte do aumento resulta da maior presença das forças de segurança no terreno.

“Há muitos crimes, há muitas ações e há muitos ilícitos que foram detetados porque tivemos mais forças no terreno, mais operações policiais e grandes ações de investigação e de prevenção da criminalidade”, declarou.

O governante defendeu que o reforço dos meios materiais deve ser acompanhado pelo aumento dos recursos humanos, que classificou como a componente mais importante da capacidade operacional das forças de segurança.

Esquadra de Trânsito de Évora terá intervenção

Nas declarações ao ODigital.pt, Paulo Simões Ribeiro abordou ainda os investimentos previstos nas infraestruturas das forças de segurança no Alentejo.

O secretário de Estado confirmou que a Esquadra de Trânsito de Évora será alvo de uma intervenção, no âmbito do protocolo estabelecido com a Câmara Municipal de Évora.

Quanto ao edifício do Comando Distrital de Évora, o governante indicou que a intervenção terá de ser considerada no próximo quadro do decreto-lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças de segurança.

Paulo Simões Ribeiro referiu que existem cerca de quatro mil infraestruturas da PSP e da GNR em todo o país, pelo que os investimentos terão de ser definidos de acordo com as situações consideradas mais deficitárias.

A deslocação a Estremoz teve como principal objetivo transmitir uma mensagem de “agradecimento e reconhecimento” pelo trabalho desenvolvido pela PSP nos concelhos de Évora e Estremoz ao longo dos últimos 151 anos.

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