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Estratégia +Cereais reforça produção no Alentejo para aumentar autoaprovisionamento nacional

O Governo aprovou a Estratégia +Cereais para reforçar a produção nacional de cereais até 2030. O objetivo é reduzir a dependência externa, que se situa atualmente nos 19%.

A estratégia prevê simplificar o licenciamento de infraestruturas hidráulicas, aumentar o rendimento dos produtores e reforçar a capacidade de armazenamento de água. Está igualmente prevista a dinamização da produção de sementes certificadas e da genética nacional.

Alentejo concentra maior peso da produção nacional

O documento atribui ao Alentejo um papel central na produção nacional de cereais. A região representa 36% da área nacional de cereais para grão e concentra 58% da produção total. No trigo, o peso regional é de 82% na produção. No arroz, o Alentejo é responsável por 58% da produção.

A produção regional de milho em grão equivale a metade do total nacional. O Alentejo é também a região que mais expandiu a superfície irrigável nos últimos anos, impulsionada pelo Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

No EFMA, o milho é a principal cultura anual, ocupando 6 837 hectares. O olival e os frutos secos continuam a ganhar expressão, representando mais de metade da área instalada, o que altera a distribuição das culturas cerealíferas.

Água, tecnologia e biotecnologia entre as medidas previstas

A Estratégia +Cereais inclui medidas para aumentar a eficiência no uso da água e da energia. Está prevista a criação de uma rede nacional agrometeorológica para aconselhamento das dotações de rega.

Serão implementados instrumentos de gestão de risco associados às alterações climáticas. A biotecnologia será utilizada como ferramenta para aumentar a resiliência das culturas face a pragas, doenças e variabilidade climática.

A estratégia integra ainda a promoção da agricultura de precisão, o reforço das estruturas interprofissionais e a monitorização dos stocks para aumentar a transparência do mercado.

Produção no Alentejo acompanha tendências

Entre 2010 e 2022, a produção de cereais no Alentejo registou um crescimento médio anual de 3,6%. A produção de milho aumentou em períodos marcados por maior procura e preços mais elevados. O trigo tem registado crescimento médio anual desde 2010.

No arroz, o Alentejo mantém uma posição relevante, embora a área da Área Metropolitana de Lisboa tenha aumentado nos últimos anos.

A Estratégia +Cereais prevê que o reforço das infraestruturas de regadio, aliado às novas tecnologias, permita ao Alentejo continuar a desempenhar um papel determinante no aumento da produção nacional.

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