A família de Gabriel, uma criança de cinco anos de Campo Maior, lançou uma campanha de angariação de fundos para procurar segundas opiniões médicas e eventuais opções de tratamento em centros especializados no estrangeiro.
Segundo a informação divulgada na campanha [link], Gabriel foi diagnosticado, aos quatro meses de idade, com retinoblastoma, um tipo de cancro ocular que afeta sobretudo crianças. Após os tratamentos realizados nessa fase, foi-lhe posteriormente diagnosticado um tumor cerebral, descrito à família como um pineoblastoma.
O menino realizou cerca de 11 meses de tratamentos e regressou a casa, mas a família foi recentemente informada do aparecimento de um novo tumor.
De acordo com o relato publicado pelos responsáveis pela angariação de fundos, em Portugal terá sido transmitido aos pais que poderão já não existir opções de tratamento com intenção curativa.
Família procura segundas opiniões médicas
Perante a situação, os pais estão a contactar hospitais, centros especializados e equipas internacionais nas áreas da oncologia pediátrica e da neuro-oncologia.
O objetivo passa por perceber se o caso de Gabriel pode ser avaliado por outros especialistas e se existe alguma opção que ainda possa ser considerada, incluindo ensaios clínicos, análises moleculares ou genéticas, cirurgia, radioterapia ou protonterapia.
A família salienta que procura uma avaliação médica do caso antes de aceitar que se tenham esgotado as possibilidades de intervenção.
«A família do Gabriel não procura promessas impossíveis. Procura apenas uma oportunidade real de ouvir outros especialistas antes de aceitar que não há mais nada a fazer», pode ler-se no apelo divulgado.
Donativos destinam-se a consultas e deslocações
A angariação de fundos pretende ajudar a suportar as despesas relacionadas com consultas para obtenção de segundas opiniões, tradução e envio de documentação clínica, exames complementares e deslocações nacionais ou internacionais.
Os donativos poderão ainda ser utilizados no pagamento de estadias junto dos hospitais e de eventuais tratamentos, caso algum centro médico aceite avaliar ou acompanhar Gabriel.
Além das contribuições financeiras, os responsáveis pela campanha apelam à partilha da iniciativa, com o objetivo de fazer chegar o caso a médicos, hospitais ou instituições que possam indicar novas possibilidades de avaliação.
A família pretende, através da campanha, reunir os meios necessários para procurar respostas junto de equipas especializadas fora de Portugal e conhecer todas as opções médicas que possam ser aplicáveis ao caso da criança.

















