Os 11 anos decorridos desde a edição anterior reforçaram a vontade de regressar às Festas do Povo e ajudaram a explicar a afluência registada em Campo Maior, segundo João Manuel Nabeiro.
Onze anos reforçaram afluência às Festas do Povo
Em declarações ao Jornal ODigital.pt durante a cerimónia de encerramento, o presidente da Associação das Festas do Povo relacionou a presença de visitantes com o intervalo entre edições.
«Os 11 anos provocaram também uma vontade enorme nas pessoas que já tinham estas memórias, e nos seus descendentes, de nos virem visitar», afirmou João Manuel Nabeiro.
O responsável considerou que as memórias das edições anteriores foram transmitidas às gerações seguintes, levando a Campo Maior pessoas que já conheciam a tradição e outras que participaram pela primeira vez.
Segundo o dirigente, a realização das Festas do Povo tem evoluído ao longo do tempo. João Manuel Nabeiro manifestou a expectativa de que as próximas edições sejam «ainda mais fortes» e «mais atrativas» no que respeita aos trabalhos apresentados.
Gratidão à população e aos cabeças-de-rua
No balanço da edição de 2026, João Manuel Nabeiro escolheu a gratidão como mensagem central e destacou o envolvimento da população na preparação das ruas enramadas.
«Gratidão será a palavra que vou expressar. Gratidão ao povo de Campo Maior, aos cabeças-de-rua, que fizeram trabalhos excecionais, e aos nossos visitantes», declarou.
O presidente da associação referiu-se aos visitantes como «forasteiros», expressão utilizada em Campo Maior, e afirmou que cada passagem pela vila fica guardada na memória da população.
João Manuel Nabeiro considerou também que a edição decorreu «com uma enorme normalidade», destacando o trabalho conjunto da Associação das Festas do Povo, da Câmara Municipal de Campo Maior e das forças envolvidas na organização.
Organização não avança número de visitantes
Questionado sobre as estimativas de afluência, João Manuel Nabeiro não apresentou um número de visitantes.
O responsável recuperou uma resposta dada pelo pai, Rui Nabeiro, quando um jornalista de Badajoz lhe perguntou quantas pessoas poderiam visitar as festas. «Põe para aí um milhão, porque ninguém vem a contá-los», recordou.
A frase foi utilizada por João Manuel Nabeiro para responder à questão, sem representar uma contagem ou estimativa oficial da edição de 2026.
Tradição com 138 anos deve deixar legado
O presidente da associação enquadrou as Festas do Povo numa história com 138 anos e defendeu a continuidade do trabalho transmitido pelas gerações anteriores.
«Temos de ficar orgulhosos daquilo que nos deixaram e daquilo que realizámos durante esta semana», afirmou, acrescentando que o objetivo passa por «deixar um legado para quem vier depois».
Sobre a realização de uma próxima edição, João Manuel Nabeiro não confirmou uma data. Embora tenha recordado que o intervalo habitual é de quatro anos, sublinhou que a decisão pertence à população: «As festas só se fazem quando o povo quer».
As declarações foram recolhidas no encerramento das Festas do Povo 2026, realizado este domingo, 16 de agosto, no Jardim Municipal de Campo Maior. A cerimónia incluiu a queima simbólica de uma flor de cada uma das 93 ruas enramadas.















