As Festas do Povo 2026 ultrapassaram os 400 mil visitantes, segundo os dados avançados pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, durante o encerramento do evento.
Mais de 400 mil visitantes nas Festas do Povo
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, Luís Rosinha apresentou o balanço da afluência registada ao longo da edição.
«Temos os dados que temos e ultrapassámos os 400 mil visitantes nestes nove, dez dias», afirmou o autarca.
Luís Rosinha considerou que, apesar da relevância do número, o balanço deve incluir também a avaliação feita pelos visitantes às condições criadas durante as festas.
Segundo o presidente da Câmara, quem passou por Campo Maior valorizou aspetos relacionados com as acessibilidades, a disponibilidade de instalações sanitárias e a resposta das várias entidades envolvidas.
Nas declarações prestadas ao ODigital.pt, o autarca não detalhou o método utilizado para apurar o número de visitantes.
Serviços funcionaram durante os dez dias
Luís Rosinha destacou o trabalho da Guarda Nacional Republicana, da Proteção Civil, da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, dos funcionários municipais e das equipas responsáveis pela recolha de resíduos.
O trabalho de limpeza e recolha decorreu através de um processo que, segundo o presidente da Câmara, «não parou praticamente durante as 24 horas destes dez dias».
«É muita gente a ajudar-nos e estamos muito contentes», declarou Luís Rosinha, atribuindo o resultado ao trabalho de «muitos homens e muitas mulheres».
Para o autarca, a organização desta edição poderá servir de referência para outros acontecimentos. Luís Rosinha afirmou que o trabalho realizado «já serve de exemplo para outros eventos futuros que se irão realizar pelo país».
União da população marcou a edição
O presidente da Câmara destacou também a cooperação entre os campomaiorenses, tema referido pelo Presidente da República, António José Seguro, na abertura das festas.
«Numa altura em que o país e o mundo precisam de exemplos de cooperação e de união, o povo de Campo Maior mostra isso ao mundo», afirmou.
Luís Rosinha considerou que o trabalho desenvolvido nas ruas demonstrou o que pode ser concretizado quando a população partilha «o mesmo objetivo» e «o mesmo sentido comum».
Participação dos jovens assegura continuidade
A presença das gerações mais novas foi outro dos aspetos destacados pelo autarca. Luís Rosinha disse que a participação juvenil contrariou as dúvidas sobre a capacidade de transmitir a tradição.
«Os jovens participaram nesta edição de uma forma que merece destaque, quando se dizia que era difícil passar de geração em geração», afirmou.
Segundo o presidente da Câmara, os jovens «mostraram completamente o contrário» e demonstraram que a tradição das Festas do Povo continua a envolver diferentes gerações.
Luís Rosinha afasta nova espera de 11 anos
No encerramento, o autarca admitiu sentir «nostalgia», mas reconheceu que a população precisa de uma pausa depois de dez dias de trabalho e de poucas horas de descanso.
Apesar de não ter sido anunciada uma data para a próxima edição, Luís Rosinha revelou que o assunto já começa a ser abordado em Campo Maior. «Já se vai falando numa próxima edição, o que é muito importante», declarou.
O presidente da Câmara afastou ainda a possibilidade de repetir o intervalo anterior. «Não se vai esperar 11 anos. Não se pode esperar 11 anos», afirmou, sem apresentar um calendário para o regresso das Festas do Povo.
As declarações foram recolhidas este domingo, 16 de agosto, no encerramento da edição de 2026, no Jardim Municipal de Campo Maior. A cerimónia incluiu a queima simbólica de uma flor de cada uma das 93 ruas enramadas.















