A 2ª edição do Alentejo Walking Festival realiza-se nos dias 8 e 9 de novembro, reforçando a aposta da região no turismo ativo e sustentável.
O evento, que integra o formato “Alentejo Walking Festival”, promete voltar a atrair mais participantes nacionais e internacionais nesta edição, comparativamente à anterior.
Caminhar para descobrir o território
José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo, em declarações a’ODigital.pt, sublinhou que o festival é “uma forma cada vez mais interessante de descobrir o território, a natureza e o património”.
O presidente vincou que o Alentejo “tem muitas camadas de história, cultura, geologia e flora” e que as caminhadas são uma “maneira de cativar pessoas e dar a conhecer o que de melhor existe na região”.
Segundo José Santos, o festival tem sido fundamental para “estruturar o produto, ativar a marca e divulgar a rede de percursos pedestres do Alentejo”.
Após o “refresh” da marca no ano passado, o evento apresenta este ano um novo tema principal: a Rede da Faixa Piritosa Ibérica, um conjunto de percursos pedestres e cicláveis que ligam Grândola a Mértola.
Nova oferta com projeção internacional
Destacou ainda que esta rede “permite criar uma nova oferta que já está a ser promovida internacionalmente”, sendo o Alentejo Walking Festival “uma montra do melhor que o território tem para mostrar aos turistas portugueses e estrangeiros”.
José Santos adiantou também que “já houve mercados internacionais a manifestar interesse” e que, a partir do próximo ano, a região marcará presença reforçada “em feiras no Norte e no Centro da Europa”.
Lembrou também que “é essencial diversificar e trazer fluxos de caminhadas para o interior”, ajudando a “descongestionar o litoral”. O festival, disse, “tem um papel estratégico nesse programa de intervenção”.
Caminhadas guiadas e conferência sobre percursos municipais
Já o vice-presidente da ERT, Pedro Beato, explicou que o festival “está aberto a todos” e contará com percursos guiados e interpretação ambiental e cultural durante os dois dias principais do evento.
No entanto, a 30 de outubro, a aldeia mineira do Lousal recebe uma conferência sobre redes municipais de percursos pedestres, onde será debatida “a importância de estruturar a oferta local e aproximar visitantes das comunidades”.
Pedro Beato referiu também que operadores turísticos nacionais vão estar quatro dias no Alentejo para conhecer a oferta regional.
O objetivo é claro: “afirmar o Alentejo como destino de caminhadas, de forma consistente e sustentável”.
Um festival que quer superar recordes
A edição anterior contou com mais de 800 participantes, e a organização espera ultrapassar esses números em 2025, com novas rotas, temáticas e uma forte componente de promoção internacional, segundo o vice-presidente.



























