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Câmara de Alcácer do Sal vai investir 5M€ para ampliar Zona de Atividades Económicas: «Já há empresas interessadas»

Ampliação de quase cinco milhões de euros permitirá criar mais 11 lotes. Obra deverá decorrer em 2027 e prolongar-se por parte de 2028.

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal vai investir cerca de cinco milhões de euros na ampliação da Zona de Atividades Económicas do concelho, uma intervenção que permitirá disponibilizar mais 11 lotes para a instalação ou expansão de empresas.

O lançamento do concurso público para a empreitada, com um preço base de 4.999.963,76 euros, acrescido de IVA, foi aprovado na reunião de Câmara realizada a 23 de julho. O procedimento deverá avançar nos próximos dias.

Em declarações ao jornal ODigital.pt, a presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, revelou que já existem empresas que manifestaram interesse em ocupar os futuros lotes.

«Temos empresas interessadas em instalar-se no nosso concelho e na nossa zona industrial», afirmou a autarca, acrescentando que a atual zona empresarial se encontra praticamente sem lotes disponíveis.

Segundo informação posteriormente facultada pela presidente da Câmara, a ampliação permitirá criar mais 11 lotes empresariais.

Terreno fica junto à atual zona empresarial

A intervenção será realizada num terreno localizado junto à atual Zona de Atividades Económicas, adquirido durante o mandato do anterior executivo municipal.

Clarisse Campos explicou que o projeto está concluído e que já foram realizados os estudos de impacto ambiental necessários para permitir o lançamento da empreitada.

«Aquilo que vamos fazer agora é lançar a empreitada para a ampliação de todo aquele espaço, para podermos ter mais lotes disponíveis», referiu.

A presidente não identificou as empresas que já manifestaram interesse, nem indicou os setores de atividade envolvidos ou o número de postos de trabalho que poderão ser criados.

A autarquia pretende também desenvolver uma estratégia de promoção da nova área junto de potenciais investidores, para que os lotes possam começar a ser ocupados depois da conclusão das obras.

«Temos já algumas empresas a manifestar esse interesse e temos de desenvolver um trabalho articulado de promoção desta zona de atividades económicas», disse Clarisse Campos.

A presidente da Câmara destacou ainda a proximidade à autoestrada e as condições de transporte como fatores que poderão contribuir para a atração de investimento para o concelho.

Obra deverá prolongar-se até 2028

O concurso para a ampliação deverá ser lançado em breve, seguindo-se as fases de apresentação de propostas, adjudicação e início da empreitada.

De acordo com Clarisse Campos, os trabalhos deverão decorrer durante 2027 e prolongar-se por parte de 2028, devido à dimensão da intervenção.

«Prevê-se que decorra durante todo o ano que vem e algum tempo de 2028. É uma empreitada e uma obra de grande dimensão», explicou.

O calendário poderá, no entanto, depender da duração do concurso público, da apresentação de propostas e dos procedimentos necessários até à consignação da obra.

Financiamento superior a 50%

A presidente da Câmara adiantou ainda que o município tem assegurado financiamento para mais de metade do investimento previsto na ampliação.

Clarisse Campos não revelou a percentagem ou o montante exatos, indicando apenas que «é mais de 50%» e que a verba está integrada num pacto recentemente assinado.

A autarquia pretende procurar outras fontes de financiamento para reduzir a parcela suportada diretamente pelo orçamento municipal.

«Aquilo que conseguirmos de máximo de financiamento vai libertar-nos para outros projetos», afirmou a presidente.

Município liga investimento à fixação de população

Clarisse Campos enquadrou a ampliação da Zona de Atividades Económicas numa estratégia municipal destinada a atrair empresas, criar emprego qualificado e fixar população no concelho.

Para a autarca, esta estratégia terá de ser acompanhada por medidas na área da habitação, para que os trabalhadores que venham a exercer atividade no concelho tenham condições para aí residir.

«Temos duas vertentes para fixar gente no território: a criação de empresas, por um lado, e a criação de habitação, por outro», afirmou.

A presidente da Câmara defendeu que o aumento da capacidade empresarial poderá contribuir para contrariar a redução da população residente em Alcácer do Sal, embora não tenham sido apresentadas estimativas sobre o emprego que poderá resultar dos 11 novos lotes.

A ampliação da área empresarial representa a maior parcela de um conjunto de quatro investimentos, num valor global superior a 6,7 milhões de euros, aprovado pelo executivo municipal na reunião de 23 de julho.

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