O esforço financeiro para arrendar habitação no Alentejo registou uma descida em várias capitais de distrito no segundo trimestre de 2025, embora continue acima do limite recomendado de 33%. Os dados são do idealista, que analisou a evolução das taxas de esforço entre os segundos trimestres de 2024 e 2025.
Em Beja, a taxa de esforço para arrendar casa passou de 43% para 35%, uma redução de oito pontos percentuais, tornando-se a capital de distrito da região onde o peso da renda no rendimento familiar é menor. Em Portalegre, a diminuição foi de quatro pontos percentuais, fixando-se nos 35%, enquanto em Évora a descida foi de dois pontos percentuais, para 50%.
Apesar destas quebras, todas as capitais alentejanas permanecem acima do valor máximo recomendado, que aponta para que a prestação ou renda não ultrapasse um terço do rendimento líquido disponível.
No mercado de compra de habitação, a taxa de esforço manteve-se estável em Évora, nos 46%. Em Beja, a percentagem de rendimento necessária para pagar o crédito desceu um ponto percentual, para 23%, e em Portalegre diminuiu dois pontos percentuais, para 22%. Estes dois concelhos encontram-se entre os seis do país onde é possível adquirir casa com uma taxa de esforço inferior ao recomendado.
A nível nacional, a taxa de esforço média para arrendar casa subiu para 83% e manteve-se nos 71% para compra de habitação.



















