A lista de espera para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados no Alentejo recuou no final do primeiro semestre de 2026, depois do aumento registado nos primeiros meses do ano. A 30 de junho, estavam 131 utentes a aguardar vaga na região, menos 62 do que no final de maio.
Os dados do Serviço Nacional de Saúde indicam que, em maio, a lista de espera abrangia 193 utentes no Alentejo. A redução mensal foi de 32,1%, com descidas nas principais respostas de internamento, à exceção das Unidades de Média Duração e Reabilitação.
Face ao mesmo período do ano anterior, a lista de espera também apresenta uma redução. A 30 de junho de 2025, estavam 147 utentes a aguardar vaga na RNCCI no Alentejo, mais 16 do que no final de junho deste ano. A variação homóloga corresponde a uma descida de 10,9%.
Descida sucede a aumento registado em abril
O recuo verificado em junho altera a tendência observada em abril, mês em que a lista de espera tinha atingido 210 utentes na região. Entre abril e junho, o número de pessoas a aguardar vaga passou de 210 para 131, uma redução de 79 utentes, equivalente a 37,6%.
Em maio, o total já tinha descido para 193 utentes, antes de voltar a baixar no mês seguinte. A evolução dos dados mostra, assim, um alívio no final do semestre, embora a pressão continue concentrada nas respostas que implicam internamento.
Longa duração concentra maior lista de espera
No final de junho, as Unidades de Longa Duração e Manutenção eram a tipologia com maior número de utentes à espera de vaga no Alentejo, com 46 pessoas.
Seguiam-se as Unidades de Média Duração e Reabilitação, com 42 utentes, e as Unidades de Convalescença, com 38. As Equipas de Cuidados Continuados Integrados registavam cinco utentes em espera.
A Residência de Apoio Moderado, que em junho de 2025 tinha dois utentes em lista de espera, não apresentava qualquer registo no final de junho de 2026.
Média duração duplica face ao ano anterior
Apesar da descida global, as Unidades de Média Duração e Reabilitação registam uma evolução diferente. Esta tipologia passou de 21 utentes em espera em junho de 2025 para 42 em junho de 2026, duplicando o número de pessoas a aguardar vaga.
Em sentido inverso, as Unidades de Convalescença desceram de 61 para 38 utentes, menos 23 do que no mesmo mês do ano passado. As Unidades de Longa Duração e Manutenção também registaram uma redução homóloga, passando de 54 para 46 utentes.
Nas Equipas de Cuidados Continuados Integrados, a lista de espera passou de nove para cinco utentes.
Convalescença regista maior recuo mensal
Na comparação com maio de 2026, a maior descida verificou-se nas Unidades de Convalescença, que passaram de 71 para 38 utentes em lista de espera. A redução foi de 33 pessoas num mês.
As Unidades de Longa Duração e Manutenção também recuaram, de 69 para 46 utentes. Nas Equipas de Cuidados Continuados Integrados, o número baixou de 14 para cinco.
Apenas as Unidades de Média Duração e Reabilitação registaram aumento entre maio e junho, passando de 39 para 42 utentes.
Pressão desloca-se entre tipologias
Os dados mostram uma alteração na distribuição da lista de espera ao longo do primeiro semestre. Em abril, as Unidades de Convalescença eram a resposta com maior número de utentes a aguardar vaga, com 86 pessoas.
No final de junho, essa posição passou a ser ocupada pelas Unidades de Longa Duração e Manutenção, com 46 utentes, seguidas de perto pelas Unidades de Média Duração e Reabilitação.
A evolução indica uma redução da pressão nas respostas de convalescença, mas mantém a lista de espera concentrada nas tipologias de internamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

















