Portugal vai assistir, a 12 de agosto, a um eclipse total do Sol. Durante cerca de 26 segundos, o dia dará lugar a uma luminosidade semelhante à do crepúsculo numa pequena área do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança.
A totalidade será observável apenas numa zona situada entre Rio de Onor e Guadramil. No restante território nacional, incluindo o Alentejo, o eclipse será parcial, embora a Lua venha a ocultar grande parte do disco solar.
Na zona de totalidade, o fenómeno começará pelas 18h33, atingirá o ponto máximo por volta das 19h30 e terminará cerca das 20h23. Os horários terão pequenas variações consoante o local de observação.
Totalidade será limitada ao Parque Natural de Montesinho
Um eclipse total acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e oculta totalmente o disco solar para quem se encontra dentro da faixa de totalidade.
A faixa do eclipse de 12 de agosto atravessará zonas da Rússia, Gronelândia, Islândia, Oceano Atlântico, Espanha e uma pequena área do nordeste de Portugal. No restante território europeu, o fenómeno será observado de forma parcial.
Durante os 26 segundos de totalidade previstos em Montesinho, o disco solar ficará totalmente ocultado e será possível observar a coroa solar, a camada exterior da atmosfera do Sol, habitualmente encoberta pela luminosidade da estrela.
As inscrições para a zona oficial de observação no Parque Natural de Montesinho já se encontram encerradas. A Ciência Viva indica o Aeródromo de Bragança como alternativa, onde está prevista uma ocultação de 99,8%, embora sem fase de totalidade.
No Alentejo, eclipse será parcial
O Alentejo ficará fora da faixa de totalidade, mas o eclipse será visível em toda a região, caso as condições meteorológicas permitam.
Em Estremoz, está prevista uma ocultação de cerca de 96% do disco solar. A percentagem poderá variar entre diferentes pontos da região, mantendo-se próxima da totalidade, mas sem que o Sol fique completamente coberto.
Em Portugal continental, a percentagem de ocultação deverá situar-se entre os 92% e os 100%, com os valores mais elevados a registarem-se no Norte e a totalidade limitada à área de Montesinho.
O eclipse ocorrerá ao final da tarde, quando o Sol estará baixo. Para acompanhar o fenómeno, deverá ser escolhido um local com o horizonte desimpedido na direção oeste, sem edifícios, árvores ou elevações que dificultem a observação.
Observação exige proteção durante todo o eclipse
A observação direta do Sol sem proteção pode provocar lesões permanentes nos olhos. No Alentejo e em todas as regiões fora da faixa de totalidade, os óculos de proteção devem ser utilizados durante todo o fenómeno.
Os óculos devem ser próprios para eclipses e cumprir a norma internacional ISO 12312-2. Os óculos de sol comuns, independentemente da tonalidade das lentes, não oferecem proteção adequada.
Também não é seguro observar o Sol através de câmaras fotográficas, telemóveis, binóculos ou telescópios sem filtros solares instalados na parte frontal dos equipamentos. A utilização de óculos para eclipses não substitui estes filtros.
A observação indireta, através da projeção da imagem do Sol numa superfície, constitui outra possibilidade para acompanhar o eclipse sem olhar diretamente para a estrela.
Eclipse será visível ao pôr do Sol
A proximidade do eclipse ao pôr do Sol será um dos fatores a ter em conta na escolha do local. A NASA assinala que, em várias áreas da Europa ocidental, o Sol irá aproximar-se do horizonte ainda durante as fases do eclipse.
Em Portugal, o ponto máximo deverá ocorrer perto das 19h30. Na pequena faixa de Montesinho, a Lua ocultará totalmente o Sol durante cerca de 26 segundos. No Alentejo, o fenómeno será parcial, mas permitirá observar o disco solar reduzido a uma pequena fração durante o máximo.



















