O Alentejo terminou o primeiro semestre de 2026 com 94.908 utentes sem médico de família atribuído, o equivalente a 18,67% das 508.422 pessoas inscritas nos cuidados de saúde primários da região.
Os dados do Serviço Nacional de Saúde (SNS), referentes a junho, representam o valor mais elevado da série analisada, que abrange o período entre junho de 2025 e junho de 2026.
Em termos homólogos, o Alentejo registou mais 5.734 utentes sem médico de família. O aumento foi de 6,4%, enquanto a proporção subiu de 17,82% para 18,67%.
Número aumentou em quatro meses consecutivos
O Alentejo iniciou 2026 com 87.338 utentes sem médico de família, número que desceu para 86.622 em fevereiro. A partir desse mês, verificaram-se aumentos consecutivos.
Em março estavam sem médico atribuído 89.132 utentes, seguindo-se 89.435 em abril, 93.389 em maio e 94.908 em junho.
Comparando com dezembro de 2025, quando existiam 82.021 utentes nesta situação, o aumento durante o primeiro semestre foi de 12.887 pessoas, correspondente a 15,7%.
Entre janeiro e junho, o crescimento foi de 7.570 utentes, enquanto a percentagem passou de 17,26% para 18,67%.
Litoral Alentejano ultrapassa os 34 mil utentes sem médico
A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano apresentava, no final de junho, o maior número e a maior proporção de utentes sem médico de família. Os 34.459 casos representavam 32,04% dos 107.563 utentes inscritos.
Em junho de 2025, esta ULS tinha 26.969 utentes sem médico atribuído, correspondentes a 26,12% dos inscritos. Num ano, o número aumentou em 7.490 pessoas, ou 27,8%, enquanto a proporção subiu 5,92 pontos percentuais.
O aumento registado no Litoral Alentejano foi superior ao crescimento líquido de 5.734 utentes verificado no conjunto da região, uma vez que o Alto e o Baixo Alentejo apresentaram reduções homólogas.
Alto e Baixo Alentejo registam descidas
Na ULS do Alto Alentejo encontravam-se sem médico de família 26.121 utentes, correspondentes a 23,42% dos inscritos. Face a junho de 2025, registou-se uma redução de 1.183 pessoas, ou 4,3%.
A ULS do Baixo Alentejo contabilizava 18.861 utentes sem médico, representando 15,47% do total. O número diminuiu em 2.474 pessoas relativamente ao mesmo mês do ano anterior, uma redução de 11,6%.
No Alentejo Central, 15.467 utentes estavam sem médico de família atribuído, o equivalente a 9,24% dos inscritos. Nesta ULS, o número aumentou em 1.901 pessoas num ano, correspondente a uma subida de 14%.
Utilização de consultas é inferior entre utentes sem médico
Os indicadores do SNS mostram que, nas quatro ULS do Alentejo, a taxa de utilização de consultas médicas nos 12 meses anteriores era inferior entre os utentes sem médico de família.
A maior diferença registava-se no Litoral Alentejano, onde a taxa era de 60,36% entre o conjunto dos utentes e de 43,59% entre aqueles que não tinham médico atribuído.
No Baixo Alentejo, as taxas eram de 72,20% e 60,90%, respetivamente. No Alto Alentejo atingiam 72,82% entre todos os utentes e 67,23% entre os que não tinham médico. No Alentejo Central, correspondiam a 76,73% e 73,45%.
Mais de 2.400 utentes estavam sem médico por opção
Dos 508.422 utentes inscritos nos cuidados de saúde primários do Alentejo em junho, 411.083 tinham médico de família atribuído e 94.908 encontravam-se sem médico.
Existiam ainda 2.431 utentes sem médico de família por opção. Este grupo é contabilizado separadamente pelo SNS e não está incluído no total de 94.908 pessoas sem médico atribuído.

















