A Gesamb rececionou 41 831 toneladas de resíduos urbanos no primeiro semestre de 2026, menos 0,6% do que no período homólogo de 2025. A descida global foi acompanhada pelo crescimento da recolha multimaterial e dos biorresíduos nos 12 municípios abrangidos pela empresa.
Os dados constam do Relatório de Gestão do 1.º Semestre de 2026, documento que o jornal ODigital.pt teve acesso.
Resíduos indiferenciados representam 80,1% do total
Os resíduos urbanos indiferenciados ou equiparados totalizaram 33 501 toneladas, menos 1,8% do que no primeiro semestre de 2025. Este fluxo representa 80,1% do total de resíduos rececionados pela Gesamb.
A recolha seletiva multimaterial atingiu 4 241 toneladas, mais 6,7%, enquanto os biorresíduos chegaram às 1 522 toneladas, registando um crescimento de 33,8%.
Em sentido contrário, os resíduos urbanos da recolha seletiva de monstros não ferrosos diminuíram 9,7%, para 2 446 toneladas. Os resíduos urbanos da recolha seletiva não valorizáveis caíram 18,8%, para 121 toneladas.
Recolha de embalagens cresce 7%
A receção de resíduos de embalagem através do SIGRE totalizou 3 657 toneladas, mais 7% do que no período homólogo. É o valor mais elevado da série apresentada pela Gesamb desde 2022.
O papel e cartão representaram 1 651 toneladas, com um crescimento de 10%. O plástico e metal totalizaram 976 toneladas, mais 8%, enquanto o vidro atingiu 1 029 toneladas, um aumento de 1%.
Os ecopontos continuam a ser a principal origem dos resíduos de embalagem, com 70% do total. A recolha porta-a-porta no segmento não doméstico representa 13% e cresceu 109%, correspondendo a mais 247 toneladas.
Nas notas que acompanharam o relatório, a Gesamb associa esta evolução a uma transferência para um modelo de recolha mais eficiente. O documento, contudo, não apresenta indicadores sobre custos, taxas de rejeição ou qualidade dos materiais que permitam medir essa eficiência.
Borba regista menor capitação e Mourão lidera recolha seletiva
Na comparação entre os municípios, Borba apresenta a menor capitação total de resíduos urbanos, com 253 quilos por habitante. No extremo oposto surge Reguengos de Monsaraz, com 345 quilos por habitante.
Na capitação da recolha seletiva de embalagens, Mourão ocupa o primeiro lugar, com 28 quilos por habitante. Montemor-o-Novo apresenta o valor mais baixo, com 22 quilos por habitante.
A Gesamb calcula estes indicadores com base nas entradas dos municípios, na receção dos ecopontos e nas entregas de particulares. Os valores representam, por isso, os resíduos rececionados e não permitem determinar isoladamente a produção doméstica de cada município.
Projetos em curso
O relatório identifica quatro projetos em desenvolvimento: a construção da célula F do aterro sanitário, a instalação de uma linha automática de triagem de embalagens do contentor amarelo, a recolha seletiva porta-a-porta no segmento não doméstico e o projeto-piloto de recolha porta-a-porta no setor doméstico, em Évora.
O projeto-piloto abrange os bairros dos Canaviais, Valverde, Nossa Senhora de Guadalupe e Torregela e envolve cerca de 1 200 famílias.
A Gesamb intervém numa área de aproximadamente 6 500 quilómetros quadrados, abrangendo 12 municípios e cerca de 141 mil habitantes, em 12 muncípios do distrito de Évora.




















