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Cortiça portuguesa gera mais de 600 milhões em exportações no 1.º semestre de 2025

As exportações de cortiça atingiram 603,7 milhões de euros no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). O desempenho do setor contrariou as previsões negativas que marcaram o início do ano.

Em comunicado, a União da Floresta Mediterrânica (UNAC) sublinha que «os dados públicos já disponíveis desmentem receios e confirmam que o mercado da cortiça mantém uma performance positiva».

Rolhas naturais mantêm liderança no segmento premium

O relatório revela uma ligeira subida do preço médio global de venda. Embora tenha ocorrido uma diminuição no peso das rolhas de cortiça natural em volume e valor, esta foi compensada pelas rolhas aglomeradas e de champanhe.

De acordo com a UNAC, «o preço médio das rolhas naturais subiu substancialmente, o que é justificado pela perda do mercado de mais baixo valor por substituição por rolhas aglomeradas, mantendo a rolha natural a sua liderança nos segmentos dos vinhos premium».

Mercado norte-americano estabiliza após fim de tarifas

Outro fator positivo prende-se com a isenção de tarifas nas exportações de cortiça para os Estados Unidos. Este mercado representou 76,2 milhões de euros em 2024, valor que deverá crescer com a eliminação das barreiras alfandegárias. A França manteve-se como principal destino, com 109,1 milhões de euros.

UNAC defende atualização de preços na produção

A UNAC considera que a evolução do mercado deve refletir-se numa revisão em alta dos preços pagos aos produtores. «A confirmação desta tendência deve ter como consequência a atualização em alta do preço da cortiça à produção, retomando um patamar que assegure que a atividade desenvolvida pelos produtores é economicamente viável», refere a organização.

Setor estratégico para economia e ambiente

A organização realça ainda que a valorização do setor «contribuirá para proteger os valores sociais e ambientais dos montados portugueses, a sua enorme biodiversidade, o balanço positivo de carbono e a sua paisagem única, reforçando este sector estratégico para a economia do país».

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