O Centro PINUS divulgou a 9ª edição dos Indicadores da Fileira do Pinho, revelando um retrato detalhado do setor em 2022. A produção industrial acompanhou a tendência de queda observada a nível nacional e europeu, com destaque para as quebras de 25% na produção de pellets e madeira serrada. Esta diminuição é atribuída ao abrandamento da economia na zona euro, à desaceleração da construção, à menor procura de eletricidade na Europa e à queda na procura de pellets no Reino Unido.
O consumo de madeira de pinho em Portugal também diminuiu 17%, com quedas mais acentuadas nos subsetores de serração e pellets. No entanto, o subsetor de painéis registou um ligeiro aumento no consumo de madeira e na produção de painéis de partículas, impulsionado pelo uso de resíduos de madeira, demonstrando o compromisso da Fileira com a incorporação de materiais reciclados.
Apesar deste contexto, o número de unidades de primeira transformação de madeira manteve-se estável, totalizando 306 empresas. O subsetor de resina também manteve o número de intervenientes, registando até um aumento nos operadores de extração de resina.
Os indicadores sociais e económicos, atualizados em 2024, mas referentes a 2022, revelaram uma evolução positiva em todas as áreas, com destaque para o Valor Acrescentado Bruto (VAB) e o Volume de Negócios, que cresceram 20% e 24%, respetivamente. O setor também gerou mais emprego, totalizando 60.315 postos de trabalho em 8.497 empresas.
No entanto, o preço médio de aquisição de madeira de pinheiro-bravo em pé diminuiu 2% face a 2022, fixando-se em 57 euros por metro cúbico. O preço médio da resina nacional à entrada da fábrica também caiu 13%, para 1,35 euros por quilograma.
Em contraste, a campanha de certificação de semente e plantas registou um crescimento significativo, com um aumento de 55% nas plantas certificadas e 265% na semente selecionada.
A área de pinheiro-bravo em Zonas de Intervenção Florestal (ZIF) manteve-se estável em 19%, com 31 mil aderentes e 1.980 mil hectares integrados. A distribuição regional das verbas contratualizadas do PDR2020 também se manteve semelhante ao ano anterior, com o Alentejo, Lezíria do Tejo e Médio Tejo a concentrar 47% das verbas.
Em suma, os dados do Centro PINUS revelam um setor resiliente, que enfrenta desafios mas demonstra capacidade de adaptação e crescimento em áreas chave.

















