Direções regionais de agricultura deveriam regressar “já hoje”

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) defendeu no parlamento que as direções regionais de agricultura deveriam regressar “já hoje” ou, o mais tardar, amanhã, destacando o papel deste organismo. 

“Quando deveria ser feito? [regresso das direções regionais de agricultura e pescas – DRAP] Já hoje, se possível. Se não, amanhã”, defendeu, o presidente da CAP, Álvaro Mendonça e Moura, em resposta aos deputados, na comissão parlamentar de Agricultura e Pescas. 

O líder da CAP lembrou que, até ao final de dezembro de 2025, Portugal tem de executar cerca de 1.050 milhões de euros do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) e do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020.

Para a confederação, que destacou os atrasos na execução destas verbas, não vai ser possível cumprir o prazo em causa “sem uma cadeia de comando”, em particular, sem o regresso das DRAP. 

“Por melhor intencionado que seja o ministro [da Agricultura] e o Governo, não é possível. Tem de haver uma cadeia de comando. Não é possível aplicar este dinheiro, sem os controlos necessários”, sublinhou. 

Na anterior legislatura, o Governo (PS) decidiu passar as competências das direções regionais de agricultura para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), decisão que foi contestada pelo setor. 

No final da primeira ronda de intervenções, Mendonça e Moura disse ainda ter “obviamente muita esperança” de que seja possível um novo diálogo institucional entre os ministérios da Agricultura e do Ambiente, o que referiu não ter acontecido no passado. 

Para a confederação, o Estado deve ser um facilitador do investimento e não um inibidor. 

“Nós, os agricultores, somos os mais interessados em proteger o ambiente, porque seremos os mais afetados se isso não for feito”, acrescentou. 

O antigo embaixador vincou também que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem “que atuar na defesa inteligente do ambiente”, denunciado casos que, “contados à mesa do café, ninguém acreditaria”. 

Apesar de não ter adiantado muitos detalhes a este respeito, Álvaro Mendonça e Moura sublinhou que, muitas vezes, o Estado que autoriza um determinado investimento por parte de um agricultor, é o mesmo que depois o impede de executar.

Mais notícias

Sec. de Estado do Planemaneto defende no Crato que desenvolvimento dos territórios deve partir dos recursos locais

O secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, defendeu esta terça-feira,...

Governo revê penalizações nos apoios à vinha, ao vinho, à fruta e aos hortícolas

O Governo reviu as penalizações aplicadas a cinco intervenções do Plano Estratégico da Política...

Apicultores têm até 30 de setembro para declarar apiários

Os apicultores devem apresentar, entre 1 e 30 de setembro de 2026, a declaração...

Dia de Campo do InovMilho leva inteligência artificial e agricultura de precisão a Coruche

O Dia de Campo do Centro Nacional de Competências das Culturas do Milho e...

Galinhas poedeiras têm de ser declaradas em setembro

Os criadores de galinhas poedeiras estão obrigados a declarar os seus animais em setembro,...

Campo Maior: DGADR lança concurso de 3,64 milhões para estação elevatória da Rede do Xévora

A Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) lançou um concurso público, com o...

Apicultores têm novos limites para vender mel, pólen e própolis

Os apicultores passam a ter limites anuais para a venda local de produtos apícolas,...

Governo alarga apoio de 48 euros por ovino morto após atrasos nas vacinas da língua azul

O Governo aprovou o alargamento do apoio de 48 euros por ovino morto às...

Agricultores recebem apoio de 20 milhões de euros até 31 de julho

O Governo vai pagar, até sexta-feira, 31 de julho, um apoio extraordinário de 20...