O secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, defendeu esta terça-feira, no Crato, que o desenvolvimento dos territórios deve assentar na valorização dos recursos locais, apontando a Feira de Artesanato e Gastronomia como um exemplo da ligação entre empresas, agricultura, artesanato, turismo, cultura e identidade regional.
Na abertura da 40.ª Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato – Festival do Crato, o governante sustentou que as respostas para o futuro dos territórios devem ser construídas a partir das suas próprias características e atividades.
Recursos locais como base do desenvolvimento
«O futuro dos nossos territórios não se constrói à espera de soluções vindas de fora. Constrói-se, antes de mais, com aquilo que temos de mais valioso: os nossos recursos endógenos», afirmou Hélder Reis.
O secretário de Estado identificou entre esses recursos a agricultura, os produtos regionais, o património histórico, o turismo, a cultura, a paisagem e o conhecimento acumulado ao longo das gerações, colocando também as populações no centro do desenvolvimento regional.
Na intervenção, Hélder Reis relacionou esta estratégia com aquilo que é apresentado na Feira do Crato, onde diferentes atividades económicas, produtos e elementos da identidade regional se encontram representados.
Feira do Crato como afirmação do território
Para o governante, a realização da 40.ª edição do certame ultrapassa a dimensão de um evento de artesanato, gastronomia e animação.
«A quadragésima edição desta Feira Festival é muito mais do que um evento. É uma afirmação de confiança nos nossos territórios, nas nossas empresas e nas pessoas e no que elas sabem fazer melhor», declarou.
Hélder Reis defendeu ainda que territórios afastados dos grandes centros urbanos podem criar condições para a atividade económica e para a permanência das populações, considerando que o desenvolvimento regional não deve ser medido apenas através do crescimento económico.
«Falamos da capacidade de oferecer qualidade de vida, oportunidade para os jovens, segurança para as famílias, serviços de proximidade para os idosos e condições para que qualquer pessoa possa escolher viver onde deseja, sem que essa escolha represente uma desvantagem», afirmou.
Segundo o secretário de Estado, a promoção dos produtos locais, o apoio às empresas e o investimento no património e na cultura contribuem para criar condições para viver, trabalhar e investir nos territórios.
Criar condições para viver, trabalhar e investir
Hélder Reis apontou também a digitalização, o teletrabalho, a economia verde, o turismo, a inovação agrícola e as energias renováveis como áreas com potencial para gerar novas oportunidades fora dos grandes centros urbanos.
«Nunca como hoje existem tantas possibilidades para construir prosperidade fora dos grandes centros urbanos. Mas o desenvolvimento não acontece por acaso. Acontece quando existe visão», referiu.
O governante sustentou que a valorização dos recursos existentes em cada região deve ser acompanhada pela cooperação entre Governo, autarquias, empresas, universidades, associações e cidadãos.
A intervenção de Hélder Reis decorreu na cerimónia de abertura da 40.ª Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato – Festival do Crato, que arrancou esta terça-feira, 25 de agosto, no concelho do Crato.















