A Universidade de Évora é uma das dez instituições fundadoras do Consórcio de Escolas de Ciências (CEC), uma nova rede nacional criada para reforçar a colaboração no ensino, na investigação, na inovação e na comunicação de ciência nas áreas das Ciências Exatas e Naturais.
O protocolo de criação do consórcio foi assinado a 24 de julho, na Reitoria da Universidade do Minho, em Braga, numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
A nova plataforma reúne as universidades dos Açores, Algarve, Aveiro, Beira Interior, Évora, Lisboa, Madeira, Minho, Porto e Trás-os-Montes e Alto Douro.
A Universidade de Évora esteve representada por Fernando Carapau, diretor da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT), que destacou a participação da instituição no projeto.
“Para a Universidade de Évora, este momento tem um significado muito especial”, afirmou o responsável, acrescentando que a Escola de Ciências e Tecnologia está “de corpo e alma neste Consórcio”.
Consórcio quer criar projetos conjuntos
Entre as prioridades do Consórcio de Escolas de Ciências está o desenvolvimento de projetos conjuntos entre as instituições participantes, o reforço da formação avançada e a promoção da investigação e da inovação.
A estrutura pretende também contribuir para a definição de políticas públicas nas áreas das Ciências Exatas e Naturais, incentivar as vocações científicas junto dos jovens e valorizar a literatura e a cultura científicas.
Segundo Fernando Carapau, a participação da Universidade de Évora será feita “com sentido de missão, com a experiência acumulada no ensino e na investigação, com a ligação profunda ao Alentejo e com a ambição de contribuir para uma agenda científica verdadeiramente nacional”.
O diretor da ECT considerou ainda que o consórcio representa uma visão que reconhece as Ciências Exatas e Naturais como uma “infraestrutura estratégica” e a literacia científica como uma condição para o exercício da cidadania.
Rede quer aproximar instituições e territórios
A cooperação entre universidades deverá permitir a partilha de recursos, conhecimento e capacidade científica entre diferentes regiões do país, mantendo a identidade de cada instituição.
“Não se trata de somar nomes numa lista, mas de multiplicar capacidades; não se trata de uniformizar percursos, mas de criar massa crítica; não se trata de competir menos, mas de cooperar melhor onde a cooperação torna todos mais fortes”, afirmou Fernando Carapau.
O responsável referiu também que os desafios relacionados com a transição climática, a inteligência artificial, a saúde pública, a energia, os recursos naturais e a coesão territorial exigem uma articulação entre o ensino superior, a investigação e a sociedade.
“Formar melhor, investigar com profundidade e coerência, transferir conhecimento com inteligência e comunicar ciência com clareza são, hoje, formas concretas de servir a economia, as instituições e os cidadãos”, acrescentou.
Universidade do Minho acolhe sede nos primeiros dois anos
O Consórcio de Escolas de Ciências ficará aberto à adesão de outras escolas, faculdades ou departamentos do ensino superior público que desenvolvam atividade relevante nas áreas abrangidas pela rede.
A Escola de Ciências da Universidade do Minho acolherá a sede do CEC durante os primeiros dois anos. O presidente daquela escola, José Manuel González-Méijome, assumirá a presidência do consórcio durante o mesmo período.
A cerimónia de assinatura contou ainda com o reitor da Universidade do Minho, Pedro Arezes, e com representantes das dez instituições fundadoras.



















