A AD de Luís Montenegro está a governar um país real, com problemas sérios e políticas concretas. A oposição prefere inventar um país imaginário onde nada funciona.
Há uma frase que devia estar inscrita no frontispício das sedes da oposição: “Está tudo mal, nada funciona.”
O rumo político de Luís Montenegro veio exatamente para resolver os problemas, foi por isso que baixou impostos, mexeu nas regras de licenciamento para haver mais habitação e interveio no Estado social.
O problema é que há quem tenha investido tanto no negócio da ruína que qualquer evidência de mudança positiva é desmentida com a desinformação habitual.
Se se corta IRS para a classe média e se cria um quadro fiscal mais favorável para jovens, é “irrelevante”. Se se baixa IRC e se dá oxigénio às pequenas empresas, é “neoliberalismo”. Se se oferece medicamentos gratuitos aos idosos com baixos rendimentos, é “propaganda”. Nada do que não seja a revolução total merece ser reconhecido como avanço.
A opção do Governo é clara, quer crescer para poder proteger e proteger sem matar o crescimento.
Quando se diz aos jovens que o país lhes reconhece o esforço, com IRS aliviado, com regime fiscal específico, com incentivos à iniciativa, está‑se a criar-se futuro no país. Pode ser pouco para quem vive de prometer o paraíso socialista ou a libertação caótica, mas é bastante para quem beneficia e melhora a sua vida.
Tomemos a habitação, durante anos, a ação do Estado era tratar o proprietário como suspeito e o investidor como inimigo de classe. O resultado foi o costume, menos confiança, menos investimento, menos oferta. E chegamos até aqui.
Este governo criou incentivos, garantias públicas, mobilização de património, construção e reabilitação em escala para a classe média. A isenção de IMT e imposto de selo para jovens na primeira casa não resolve tudo, mas indica uma direção. A garantia pública para crédito à habitação, já foi usado por 25 mil jovens até aos 35 anos, o que representa perto de metade dos contratos feitos por jovens nesse período.
É claro que, para os devotos do “está tudo mal”, tudo é insuficiente. O que lhes interessa não é se se aumenta a oferta, se se facilita o crédito, se se modera a carga fiscal. O que lhes interessa é manter viva a narrativa do país em chamas. Sem incêndio, não vão para o palco.
Uma das medidas mais justas foi a gratuitidade para a medicação de quem recebe complemento solidário para idoso, reforçando o próprio complemento, para uma proteção mais musculada para a velhice pobre. Para os arautos da desgraça parece que não foi nada.
O mesmo se passa na administração pública. Reduzir estruturas redundantes, cortar cargos dirigentes, simplificar procedimentos, digitalizar processos é justo e essencial para a organização do Estado para futuro. Mas a oposição faz de conta que qualquer tentativa de mudar a máquina é um ataque ao “serviço público” e usam essas palavras de ordem para garantir que tudo fica exatamente na mesma.
Tudo isto é, no fundo, um combate entre dois modos de estar na política. De um lado, a responsabilidade que olha para o país com olhos de ver e reconhece problemas profundos, não os varre para debaixo do tapete, porque os quer resolver, implementa reformas, muitas estão em curso, reconhece que há avanços e resultados.
Do outro lado, o comércio da ruína, fala num país permanentemente falhado, onde nada melhora, nada se corrige, nada se transforma, e apesar dessa narrativa, querem manter tudo exatamente como está.
O rumo do PSD de Luís Montenegro inscreve‑se claramente no primeiro campo. Faz aquilo que a política tem obrigação de fazer: governar.
A oposição tem todo o direito de discordar, criticar, mas devia propor alternativas. Não basta dizer sempre que está tudo mal.
Luís Nunes dos Santos



















