Novo cais de carga do porto de Sines não terá base militar, esclarece administração

Administração portuária afirma que o Novo Cais de Carga Geral foi concebido para uso civil e que a obra não deverá avançar a curto prazo no Porto de Sines.

A Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) esclareceu que não está prevista a instalação de qualquer base militar em Sines e que o projeto do Novo Cais de Carga Geral foi desenvolvido para utilização civil.

Num comunicado, a administração portuária afirma que “não existe qualquer intenção de que este cais venha a ser utilizado para fins militares”, acrescentando que também “não está prevista qualquer instalação de uma base militar em Sines”.

O projeto prevê, contudo, que a futura infraestrutura possa reunir condições técnicas para receber navios ou embarcações de natureza militar. Segundo a APS, esta possibilidade resulta das atuais orientações da União Europeia aplicáveis a projetos que possam beneficiar de financiamento.

Novo cais foi projetado para responder à atividade industrial

A APS explica que o Novo Cais de Carga Geral pretende assegurar uma solução para um eventual aumento da movimentação de granéis sólidos, carga geral e carga de projeto no Porto de Sines.

A infraestrutura foi projetada para responder às necessidades de futuros projetos industriais que possam instalar-se na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), caso estes provoquem um crescimento dos volumes de mercadorias movimentados.

Atualmente, o Terminal Multipurpose de Sines dispõe de capacidade para movimentar os volumes existentes “sem quaisquer constrangimentos”, de acordo com a administração portuária.

No entanto, os projetos industriais perspetivados para a ZILS poderão criar novas necessidades ao nível da operação portuária. A APS refere que lhe compete preparar antecipadamente soluções que permitam aumentar a capacidade do porto, caso esses investimentos se concretizem.

Construção não deverá avançar a curto prazo

Apesar de o projeto estar desenvolvido, não está previsto, a curto prazo, o lançamento do concurso público para a construção do novo cais.

A empreitada apenas deverá avançar se os níveis de movimentação de mercadorias justificarem o aumento da capacidade portuária, esclarece a APS.

A empresa responsável pela administração do Porto de Sines sublinha, assim, que a possibilidade técnica de receber embarcações militares não altera a finalidade civil do projeto nem representa a instalação de uma base militar na região.

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