Três acidentes mortais foram registados em 2026 em zonas balneares não vigiadas do Alentejo, segundo o mais recente balanço da época balnear divulgado pela Autoridade Marítima Nacional (AMN). Dois ocorreram nas Azenhas do Guadiana, no concelho de Mértola, e o terceiro na praia de São Torpes Sul, em Sines.
Os casos registados na região correspondem a cerca de 13,6% dos 22 acidentes mortais contabilizados a nível nacional. Cada uma das ocorrências provocou uma vítima mortal.
Dois afogamentos nas Azenhas do Guadiana
As Azenhas do Guadiana, em Mértola, registaram dois acidentes mortais com menos de um mês de intervalo. O primeiro ocorreu a 7 de junho e o segundo a 4 de julho.
Nos dois casos, a Autoridade Marítima Nacional aponta o afogamento como causa provável. O local surge no balanço classificado como praia fluvial ou lacustre não vigiada.
A segunda ocorrência verificou-se 27 dias depois da primeira, fazendo de Mértola o único concelho do Alentejo com mais do que um acidente mortal identificado no documento.
Doença súbita causou morte em São Torpes Sul
O terceiro caso ocorreu a 28 de julho, na praia de São Torpes Sul, no concelho de Sines. A vítima morreu devido a uma provável doença súbita.
A praia estava classificada como praia marítima não vigiada no momento da ocorrência. No conjunto dos dados divulgados, não são identificados acidentes mortais em praias vigiadas do Alentejo.
AMN contabiliza 22 acidentes mortais no país
A Autoridade Marítima Nacional contabilizou 22 acidentes mortais em todo o país. O afogamento foi apontado como causa provável em 12 ocorrências, seguindo-se a doença súbita, com nove casos. A causa de uma morte permanece desconhecida.
Segundo a classificação apresentada no balanço, oito acidentes ocorreram em praias marítimas vigiadas e os restantes 14 em zonas ou períodos sem vigilância balnear.
Durante o período analisado, foram ainda realizados 1.285 salvamentos e prestados primeiros socorros em 2.359 situações nas praias marítimas, fluviais e lacustres sob jurisdição da Autoridade Marítima Nacional. O documento não apresenta uma distribuição regional destes dois indicadores.















