O economista calipolense Gabriel Cupertino Osório de Barros foi nomeado subdiretor-geral da Direção-Geral da Economia (DGE), segundo um despacho publicado esta terça-feira, 21 de julho, em Diário da República.
A designação é feita em regime de comissão de serviço por um período de cinco anos, renovável uma vez por igual período, e produz efeitos a partir de 1 de agosto de 2026.
Numa publicação divulgada após a nomeação, Gabriel Barros classificou a entrada na Direção-Geral da Economia como “um regresso a casa”, tendo em conta o percurso anteriormente desenvolvido no Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia.
Nomeação resulta de concurso da CReSAP
A escolha do economista de Vila Viçosa resulta de um procedimento concursal conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP).
De acordo com o despacho, o júri apresentou ao Governo uma proposta fundamentada com três candidatos considerados aptos para o cargo, entre os quais Gabriel Barros.
O secretário de Estado da Economia, João Rui da Silva Gomes Ferreira, justificou a escolha com a experiência profissional, a competência técnica, a aptidão e a formação do nomeado.
Gabriel Barros explicou que o perfil definido no concurso estava “especialmente orientado para a análise económica e estatística, a avaliação de políticas públicas e a produção de informação de apoio à decisão”.
A Direção-Geral da Economia é dirigida por um diretor-geral, coadjuvado por dois subdiretores-gerais. O cargo agora assumido pelo economista calipolense corresponde a uma função de direção superior de segundo grau.
Regresso à área da Economia
Gabriel Barros desenvolveu parte do percurso profissional no Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia, onde desempenhou funções como técnico superior, chefe de equipa, diretor de serviços e subdiretor.
“Foi no GEE que desenvolvi uma parte muito significativa do meu percurso profissional”, escreveu.
O responsável regressa agora à área da Economia num contexto institucional diferente, depois da fusão do Gabinete de Estratégia e Estudos com a Direção-Geral das Atividades Económicas.
Dessa reorganização resultou a atual Direção-Geral da Economia, que reúne competências de apoio à definição e execução da política económica.
“Regresso agora à área da Economia, num novo contexto institucional, integrando a instituição resultante da fusão do GEE com a DGAE”, referiu Gabriel Barros.
Saída do PLANAPP após 17 meses
A nomeação acontece depois de 17 meses no PLANAPP — Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas, onde Gabriel Barros exercia funções como subdiretor desde março de 2025.
No organismo, tinha competências delegadas nas áreas da monitorização, prospetiva e planeamento.
Gabriel Barros descreveu a passagem pelo PLANAPP como um período de “grande aprendizagem e colaboração”, que reforçou a sua convicção sobre a necessidade de articular o planeamento, a monitorização e a avaliação com a melhoria das políticas públicas.
“Encaro esta nova responsabilidade com entusiasmo, sentido de missão e plena consciência da exigência que representa”, acrescentou.
Percurso na economia e nas políticas públicas
Antes da entrada no PLANAPP, Gabriel Barros foi subdiretor do Gabinete de Estratégia e Estudos do Ministério da Economia, entre junho de 2024 e fevereiro de 2025.
Entre 2019 e 2024, exerceu o cargo de diretor de Serviços de Análise Económica no mesmo organismo. Anteriormente, foi chefe da Equipa de Avaliação de Políticas e de Planeamento e técnico superior.
O percurso profissional inclui ainda funções na Assembleia da República, na administração tributária, na consultora Ernst & Young, atual EY, e em gabinetes governamentais.
Entre 2012 e 2015, foi chefe de gabinete dos ministros responsáveis pelas áreas da Solidariedade, Emprego e Segurança Social. Foi também adjunto da ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território.
Formação iniciada na Universidade de Évora
Nascido em 1977, Gabriel Barros concluiu a licenciatura em Economia na Universidade de Évora, em 2000, instituição onde iniciou o percurso profissional como investigador.
Possui um mestrado em Gestão pela Universidade Lusíada e um mestrado em Economia e Políticas Públicas pelo ISCTE. Em 2026, concluiu o doutoramento em Políticas Públicas, também no ISCTE.
A formação inclui ainda uma pós-graduação em Gestão do Sector Público Administrativo, pela Universidade de Évora, e cursos nas áreas da gestão pública, programação financeira e liderança.
Gabriel Barros é docente no ISCTE desde julho de 2021.

















