Carlos Alberto Martins Portas, professor catedrático, engenheiro agrónomo e antigo secretário de Estado da Estruturação Agrária, morreu esta sexta-feira, 21 de agosto, em Lisboa, aos 90 anos.
Natural de Vila Viçosa e residente em Elvas, Carlos Portas desenvolveu um percurso ligado ao ensino superior, à investigação e à agricultura, tendo desempenhado também funções políticas e institucionais.
Percurso ligado ao ensino e à agricultura
Formado em Agronomia pelo Instituto Superior de Agronomia, Carlos Portas prosseguiu carreira académica na área e tornou-se professor catedrático, mantendo paralelamente atividade ligada à investigação e ao desenvolvimento do setor agrícola.
A horticultura constituiu uma das áreas centrais do seu percurso profissional. Carlos Portas esteve entre os responsáveis pela criação da Associação Portuguesa de Horticultura (APH), surgida na década de 1970, tendo sido o sócio número um e o primeiro presidente da instituição.
A associação viria posteriormente a distingui-lo como Horticólogo de Honra, em 1985, e Sócio Honorário, em 1990.
Ligação ao Alentejo e funções políticas
A ligação de Carlos Portas ao Alentejo estendeu-se também à vida autárquica e à atividade agrícola. Além de ter nascido em Vila Viçosa e de residir em Elvas, exerceu funções como presidente da Assembleia Municipal do Alandroal e desenvolveu atividade como agricultor cerealífero.
No plano governativo, foi secretário de Estado da Estruturação Agrária e, mais tarde, integrou a assessoria para os Assuntos Económicos e Sociais da Casa Civil do então Presidente da República Jorge Sampaio, como consultor para o Desenvolvimento Rural.
Em 2006, foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Contributo para a horticultura portuguesa
Ao longo do percurso académico e científico, Carlos Portas participou na formação de várias gerações de profissionais ligados à agronomia e esteve associado ao desenvolvimento da horticultura enquanto área científica e profissional em Portugal.













