As cotações de bovinos registaram aumentos na semana de 27 de outubro a 2 de novembro de 2025, segundo o boletim semanal do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA), do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP).
No Alentejo, a cotação mais frequente do vitelo macho cruzado Charolês, entre 6 e 8 meses, subiu 0,09 euros por quilograma em vivo, enquanto o vitelo macho cruzado Charolês, entre 8 e 12 meses, aumentou 208 euros por unidade.. Estes dados refletem uma valorização do mercado regional, alinhada com a tendência nacional de subida dos preços.
A nível do Continente, as cotações médias mais frequentes de novilho e novilha cruzados Charolês, bem como de novilha Turina, registaram um acréscimo de 0,013 euros por quilograma de carcaça. Já na Bolsa de Bovino do Montijo, as cotações de novilho e novilha aumentaram 0,03 euros por quilograma de carcaça, mantendo-se estáveis as de vitela e vaca.
O boletim indica ainda que o índice de preços no produtor para os bovinos adultos e vitelos apresentou, em setembro, uma variação positiva face a 2024, situando-se nos 173,85 pontos para os bovinos adultos no Continente, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Apesar da valorização de preços, o relatório aponta para uma redução de 8,86% no número total de abates aprovados para consumo entre janeiro e agosto, face ao mesmo período de 2024. No total, foram abatidos 215 mil animais, correspondendo a 55,7 mil toneladas de carne.
No comércio internacional, as exportações de carne fresca ou refrigerada aumentaram 35,3% em volume e 69,8% em valor, comparativamente ao ano anterior. Já as importações de animais vivos diminuíram 41,04% entre janeiro e agosto de 2025.
O relatório do GPP destaca que o mercado bovino nacional manteve uma trajetória de estabilidade com ligeiras valorizações, refletindo o contexto de recuperação da procura e a valorização da carne portuguesa, nomeadamente nas regiões produtoras do Alentejo.

















