A nova Variante Nascente do IP2 poderá retirar entre 30% e 40% do tráfego automóvel da malha urbana de Évora, com impacto particular na circulação de veículos pesados, estimou o vice-presidente da Câmara Municipal, Jerónimo José, em declarações ao jornal ODigital.pt.
A infraestrutura, inaugurada na manhã desta quinta-feira, 3 de setembro, liga o nó de Évora Nascente da Autoestrada 6 (A6) à Estrada Nacional 18 (EN18), na zona de São Manços, ao longo de 12,8 quilómetros.
Questionado sobre os efeitos esperados no centro da cidade, Jerónimo José afirmou que os dados disponíveis apontam para uma redução do tráfego “na ordem dos 30% a 40%”.
“Penso que entre 30% e 40%, seguramente, vai reduzir o tráfego automóvel, nomeadamente pesados”, declarou o autarca ao ODigital.pt, ressalvando que a dimensão do impacto só poderá ser avaliada após a entrada em funcionamento da via.
Menos veículos de passagem na malha urbana
A retirada do trânsito de atravessamento da cidade é, segundo o vice-presidente da autarquia, um dos principais efeitos esperados com a abertura da Variante Nascente.
A nova ligação permitirá que os veículos em circulação entre o sul do país, Espanha, Lisboa e o norte possam prosseguir viagem sem entrar em Évora quando a cidade não é o seu destino.
Jerónimo José considera que esta alteração terá consequências na mobilidade, na segurança rodoviária e nas condições ambientais dentro da malha urbana. A infraestrutura permitirá “melhorar não só a circulação automóvel, mas também a qualidade de vida e de saúde, logicamente, com menores emissões dentro da malha urbana”, afirmou.
O autarca recordou que a concretização da variante era reivindicada pelo município há vários anos e destacou a conclusão da obra após uma interrupção de cerca de uma década.
Nova ligação poderá atrair investimento
Além da redução do tráfego, o vice-presidente da Câmara de Évora aponta a criação de condições para captar investimento como outro dos efeitos da nova via.
Para Jerónimo José, a variante confere a Évora e à região “uma nova centralidade e um novo foco de atratividade”, tanto para a instalação de atividades económicas como para o desenvolvimento de futuras estruturas logísticas.
As acessibilidades e os custos associados ao transporte são fatores considerados pelas empresas nas decisões de investimento, acrescentou o autarca, defendendo que a nova ligação coloca o território “numa posição privilegiada para eventuais zonas logísticas” e para uma “plataforma logística de nova geração”.
A Variante Nascente do IP2 representou um investimento de 54,9 milhões de euros, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência.

















