A Universidade de Évora lançou um concurso público urgente, com um preço base de 107.127,25 euros, sem IVA, para realizar trabalhos nas coberturas do Colégio Mateus de Aranda e do Edifício de Santo Agostinho, no Centro Histórico da cidade.
A empreitada terá um prazo máximo de execução de 30 dias e destina-se a resolver problemas de infiltrações, reparar elementos danificados e repor as condições de escoamento das águas pluviais nos dois imóveis pertencentes à Universidade de Évora.
Segundo as peças do procedimento consultadas pelo jornal ODigital.pt, as vistorias realizadas às coberturas identificaram telhas partidas, fissuradas ou deslocadas, acumulação de musgos e líquenes e obstruções em caleiras e algerozes. Foram ainda detetadas falhas nas selagens das juntas, responsáveis pelo transbordo de águas pluviais para o interior dos paramentos.
Intervenção abrange 1.338 metros quadrados no Colégio Mateus de Aranda
A maior parte dos trabalhos terá lugar no Colégio Mateus de Aranda, situado na Rua do Raimundo. O mapa de quantidades prevê a limpeza de 1.338 metros quadrados de cobertura, através da aplicação prévia de um produto destinado a eliminar musgos e líquenes, seguida de lavagem com jato de água a pressão controlada.
Na mesma área será efetuada a verificação das telhas e a substituição pontual dos elementos partidos ou fissurados. Para efeitos de elaboração das propostas, a Universidade considerou uma média máxima de duas telhas por metro quadrado, o que corresponde a um limite estimado de 2676 telhas.
As novas telhas terão de apresentar características geométricas, físicas e cromáticas compatíveis com as existentes, incluindo modelos do tipo lusa ou de canudo, consoante a zona da cobertura.
Os trabalhos incluem ainda a reparação de 36 metros lineares de caleiras e algerozes e a impermeabilização de um terraço técnico com 26 metros quadrados. A perda de estanquidade deste terraço está a provocar infiltrações na laje inferior.
Está igualmente previsto o fornecimento e instalação de uma porta de alumínio, com acabamento a imitar madeira, no acesso ao terraço.
Santo Agostinho terá intervenção no sistema de drenagem
No Edifício de Santo Agostinho, situado na Rua Duques de Cadaval e onde funcionam os Serviços Académicos, a intervenção prevista no mapa de quantidades concentra-se no sistema de drenagem.
A empreitada abrange a inspeção, limpeza e desobstrução de 12 metros lineares de caleiras e algerozes, assim como a verificação das juntas e das inclinações de escoamento. Nos locais onde sejam detetadas fugas, as juntas serão seladas com mastique de poliuretano.
No conjunto dos dois edifícios serão intervencionados 48 metros lineares de sistemas de drenagem de águas pluviais.
Trabalhos decorrerão em edifícios em funcionamento
A memória descritiva indica que os imóveis deverão permanecer em funcionamento durante a execução da empreitada. O planeamento dos trabalhos terá, por isso, de garantir percursos pedonais protegidos e sinalizados para os utilizadores dos edifícios e para quem circule nas ruas envolventes.
O adjudicatário ficará responsável pela instalação dos andaimes ou plataformas elevatórias, pelas proteções contra quedas, pela sinalização e pela gestão dos resíduos produzidos.
Antes da receção provisória da obra, terão de ser realizados ensaios de rega nas caleiras reparadas e no terraço impermeabilizado, para verificar a estanquidade das soluções aplicadas.

















