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CCDR Alentejo lança plataforma para aproximar empresas dos fundos comunitários: “A primeira do país”

Plataforma EREI Alentejo 2030 quer aproximar empresas dos fundos comunitários e apoiar projetos nas áreas estratégicas da região.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo lançou a Plataforma EREI Alentejo 2030, uma ferramenta que pretende aproximar empresas e promotores de projetos dos fundos comunitários e ajudá-los a enquadrar ideias nas áreas estratégicas definidas para a região.

Desenvolvida pelo PACT – Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia, no âmbito do projeto Alt.in.pacto, a plataforma é apresentada como um instrumento de governação e monitorização da Estratégia Regional de Especialização Inteligente do Alentejo 2030.

Em declarações ao jornal ODigital.pt, Ricardo Pinheiro, presidente da CCDR Alentejo, afirmou que se trata de uma ferramenta “única e absolutamente inovadora no país” e classificou-a como a “primeira ferramenta do país” criada para aproximar os fundos comunitários das necessidades e ideias dos promotores.

Segundo o presidente, a Estratégia Regional de Especialização Inteligente define “quais são as áreas estruturantes em que o Alentejo vai aprovar ou financiar projetos comunitários”. O objetivo passa por orientar o investimento para setores considerados relevantes para o desenvolvimento regional, sobretudo nas áreas da investigação, desenvolvimento, inovação e valorização do tecido económico.

Plataforma pretende simplificar acesso à informação sobre fundos comunitários

Ricardo Pinheiro explicou que muitos promotores têm ideias associadas aos seus modelos de negócio, mas encontram dificuldades em perceber como podem enquadrá-las nos instrumentos de financiamento disponíveis.

“O que foi apresentado pelo PACT é uma ferramenta de inteligência artificial que permite monitorizar, agilizar e também ajudar os promotores a encaixarem os seus projetos naquilo que é a Estratégia Regional de Especialização Inteligente”, afirmou.

Para o presidente da CCDR Alentejo, a plataforma pode ser “absolutamente diferenciadora” na forma como a CCDR, o Programa Regional Alentejo 2030 e os fundos comunitários se relacionam com os promotores de projetos.

“O que nós queremos, no momento atual, é simplificar esta relação e tornar muito mais simples uma relação entre o programa regional e aquilo que são as possibilidades das áreas de investimento nas áreas da investigação e desenvolvimento”, acrescentou.

A Plataforma EREI Alentejo 2030 integra ainda a ferramenta EREI360, que apoia os promotores na avaliação do alinhamento estratégico dos seus projetos com os domínios de especialização definidos para o Alentejo.

Empresas são o principal destinatário da ferramenta

Apesar de poder ter utilidade para diferentes entidades regionais, Ricardo Pinheiro sublinhou que a plataforma está sobretudo orientada para o setor empresarial.

“Não é uma ferramenta que seja utilizada pelas autarquias predominantemente. Fundamentalmente, as empresas que o pretendam podem consultar e dinamizar a descodificação da Estratégia Regional de Especialização Inteligente”, referiu.

De acordo com a informação divulgada, a plataforma foi concebida para acompanhar a implementação da estratégia, monitorizar resultados, apoiar a tomada de decisão com base em evidência e reforçar o envolvimento dos diferentes atores regionais.

Mais do que acompanhar a execução da Estratégia Regional de Especialização Inteligente, a ferramenta pretende avaliar o seu contributo para a transformação do Alentejo.

Defesa, agro-transformação, água e inteligência artificial entre áreas prioritárias

Entre as áreas com enquadramento na Estratégia Regional de Especialização Inteligente do Alentejo 2030, Ricardo Pinheiro destacou a defesa, a agro-transformação, a investigação e desenvolvimento, a digitalização, a inteligência artificial, a gestão da água e a melhoria dos processos produtivos.

O presidente da CCDR Alentejo referiu que a inteligência artificial pode ser aplicada em vários momentos da atividade económica, “desde o setor primário até à comercialização dos produtos produzidos a partir do Alentejo”.

Na agricultura, apontou a digitalização como uma área com potencial, nomeadamente na utilização da água, no desenvolvimento de novos produtos e na melhoria dos processos produtivos.

Dados da plataforma podem orientar próximo quadro comunitário

Além de apoiar empresas e promotores de projetos, a Plataforma EREI Alentejo 2030 deverá também permitir acompanhar as áreas com maior procura no território.

Ricardo Pinheiro afirmou que a informação recolhida através da plataforma poderá ser relevante na preparação do próximo Quadro Financeiro Plurianual, permitindo à região defender a afetação de fundos comunitários às áreas com maior interesse estratégico.

“É ter um conhecimento à medida em relação às principais áreas que têm procura no Alentejo do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico”, referiu.

Segundo o presidente da CCDR Alentejo, os dados disponíveis e introduzidos na plataforma podem dar “uma ajuda preciosa” na forma como a região valoriza determinadas áreas no próximo ciclo de fundos europeus.

“O que não queremos é lutar por fundos comunitários em áreas que não haja interesse estratégico para o território”, afirmou.

Ferramenta poderá evoluir para apoiar escolha de financiamento

Nesta fase, a plataforma permite fazer uma análise ao território e às suas principais áreas de especialização inteligente. No entanto, Ricardo Pinheiro adiantou que a CCDR Alentejo pretende avançar para uma funcionalidade que permita ao promotor descrever o projeto e perceber, em tempo real, qual poderá ser a melhor forma de o financiar.

A Plataforma EREI Alentejo 2030 reúne informação sobre projetos aprovados no âmbito da Estratégia Regional de Especialização Inteligente e pretende funcionar como instrumento de acompanhamento, monitorização de resultados e apoio à decisão pública.

Para Ricardo Pinheiro, a ferramenta permite aproximar “as ideias e a estratégia”, mas também ajustar políticas públicas, fundos comunitários e oferta formativa às necessidades das empresas que estão no Alentejo e pretendem continuar a crescer na região.

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