O Alentejo está entre as regiões do país onde os responsáveis parentais fazem uma avaliação mais positiva da saúde das crianças com menos de 15 anos. Os dados do Módulo das Crianças do Inquérito Nacional de Saúde 2025, divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que 94,9% das crianças alentejanas têm um estado de saúde considerado bom ou muito bom, valor acima da média nacional de 92,3%.
Alentejo regista uma das melhores avaliações do país
De acordo com o relatório do INE, apenas o Algarve apresenta uma percentagem superior à do Alentejo na avaliação positiva da saúde infantil. O estudo coloca ainda a região alentejana entre as que apresentam melhores indicadores de saúde oral.
No caso da avaliação da saúde dos dentes e gengivas, 91,1% das crianças do Alentejo são classificadas pelos responsáveis como tendo uma saúde oral boa ou muito boa, também acima da média nacional, que se situa nos 88,3%.
Quase todas as crianças têm boa saúde, mas persistem desafios
A nível nacional, o inquérito mostra que 92,3% das crianças com menos de 15 anos têm um estado de saúde considerado bom ou muito bom. Ainda assim, o estudo identifica alguns problemas que continuam a afetar uma parte significativa da população infantil.
As alergias são a condição de saúde mais frequente, atingindo 14,9% das crianças. Seguem-se a perturbação de défice de atenção ou hiperatividade (6,8%), os distúrbios da fala e da comunicação (5,9%) e a asma (4,6%). O inquérito refere ainda que cerca de 4,4% das crianças entre os 6 e os 14 anos apresentam problemas de ansiedade ou depressão.
Alimentação continua a ser um dos principais desafios
O estudo evidencia igualmente alguns hábitos alimentares que continuam a preocupar.
Entre as crianças dos 6 aos 14 anos, 68,6% consomem fruta diariamente e 68,0% ingerem diariamente proteína animal ou vegetal. No entanto, apenas 44,1% comem legumes ou saladas todos os dias.
Por outro lado, 44,7% das crianças consomem regularmente refeições de fast food ou alimentos ultraprocessados e 46,5% bebem refrigerantes açucarados com regularidade. O INE estima que cerca de 49 mil crianças consumam diariamente refeições fast food ou alimentos ultraprocessados e 81 mil bebam refrigerantes açucarados todos os dias.
Excesso de peso continua a afetar milhares de crianças
O Inquérito Nacional de Saúde revela ainda que quase quatro em cada dez crianças dos 5 aos 14 anos apresentam excesso de peso ou obesidade.
A nível nacional, 22,6% das crianças têm excesso de peso e 12,9% são obesas.
No Alentejo, os dados mostram uma realidade distinta: a região apresenta uma das menores prevalências de excesso de peso (18,5%), embora a obesidade atinja 15,1% das crianças, valor acima da média nacional. No conjunto das duas categorias, cerca de um terço das crianças alentejanas apresenta excesso de peso ou obesidade.
Ausências escolares e consultas médicas
O relatório indica ainda que 44,7% das crianças entre os 6 e os 14 anos faltaram à escola, nos 12 meses anteriores ao inquérito, devido a doença, acidente ou outro problema de saúde.
Por outro lado, 87,3% das crianças com menos de 15 anos recorreram a um profissional de saúde durante o mesmo período, sendo que a maioria realizou pelo menos uma consulta por motivos preventivos.

















