Os Jardins do Paço Ducal de Vila Viçosa vão receber, no próximo dia 31 de julho, um concerto ao ar livre que junta o guitolão e o contrabaixo. “Dois Instrumentos, Um Som” tem início marcado para as 21 horas e será protagonizado por António Eustáquio e Carlos Barretto.
O espetáculo integra a temporada de concertos promovida pela Fundação da Casa de Bragança, habitualmente realizada na Capela do Paço Ducal. Desta vez, a iniciativa muda-se para os jardins do palácio, proporcionando ao público um cenário diferente para acompanhar a atuação.
Dois instrumentos num diálogo musical
António Eustáquio, no guitolão, e Carlos Barretto, no contrabaixo, apresentam um projeto construído a partir da improvisação, da investigação sonora e do diálogo entre os dois instrumentos.
A proposta aproxima-se do universo do Etno-Jazz, embora reúna influências de diferentes linguagens musicais. O repertório é desenvolvido através de movimentos improvisados e de uma relação permanente entre os dois músicos, explorando as possibilidades tímbricas e expressivas de cada instrumento.
O guitolão é um cordofone português concebido pelo mestre construtor Gilberto Grácio, por sugestão de Carlos Paredes. Apesar das semelhanças sonoras com a guitarra portuguesa, o instrumento apresenta características próprias e encontra no contrabaixo um complemento para a criação de novas sonoridades.
Palestra sobre D. Maria II antecede o concerto
A programação cultural de 31 de julho começa às 18 horas, no Paço Ducal, com a palestra “Maria da Glória, uma princesa brasileira no trono de Portugal”, apresentada pela investigadora Claudia Thomé Witte.
A sessão está integrada nas comemorações dos 200 anos do Juramento da Carta Constitucional Portuguesa e assinala a entrega da Carta Constitucional por D. Pedro IV a D. Maria II.
Durante a conferência serão apresentados os resultados de uma investigação internacional dedicada à vida da rainha, desde a infância no Rio de Janeiro até aos primeiros anos em Portugal.
A iniciativa assinala também a reedição da obra com o mesmo nome, integrada na coleção “Livros de Muitas Cousas”, agora com novos conteúdos. A publicação inclui ainda a apresentação de um retrato de D. Maria II recentemente adquirido pela Fundação da Casa de Bragança e considerado desaparecido durante cerca de dois séculos.
A jornada cultural promovida pela Fundação da Casa de Bragança junta, assim, história, património e música, com atividades a decorrer ao longo da tarde e da noite no Paço Ducal de Vila Viçosa.

















