Politécnico de Setúbal instala em Sines nova Escola Superior de Sustentabilidade e Tecnologias Digitais

Comissão Instaladora da nova escola do Politécnico de Setúbal tomou posse em Sines e terá até cinco anos para implementar a estrutura definitiva.

A Comissão Instaladora da Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais, nova unidade orgânica do Politécnico de Setúbal a instalar em Sines, tomou posse no Centro de Artes da cidade, durante o evento “Agir com o Território – Aliança para a Sustentabilidade Territorial”.

O órgão será presidido por João Pires, antigo diretor da Escola Superior de Educação do Politécnico de Setúbal, e integra ainda os docentes João Nabais e Olga Costa como vogais. A Comissão Instaladora dispõe de um prazo máximo de cinco anos para implementar a estrutura definitiva da nova escola superior.

Na cerimónia, João Pires afirmou que o processo será desenvolvido com base “na auscultação da comunidade e na partilha de soluções”, com o objetivo de reforçar o sentimento de pertença à escola, ao Politécnico de Setúbal e à região.

Nova escola superior será instalada em Sines

O presidente da Comissão Instaladora sublinhou que a Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais é “um projeto regional, sediado no município de Sines”, que ultrapassa o âmbito do próprio Politécnico de Setúbal.

João Pires defendeu ainda que a nova escola pretende afirmar-se como um fator de internacionalização e de valorização do Alentejo Litoral enquanto território de investimento. Para esse objetivo, considerou necessário um “alinhamento estratégico entre os parceiros do tecido económico e social da região” em torno deste investimento.

A presidente do Politécnico de Setúbal, Ângela Lemos, afirmou que a tomada de posse representa “um passo decisivo” na concretização de um projeto cuja preparação começou em 2021, com o objetivo de dotar o Alentejo Litoral de uma oferta estruturada de Ensino Superior público.

“Queremos uma escola politécnica no sentido mais nobre do termo: próxima, aplicada, orientada para a resolução de problemas concretos, construída em articulação com os parceiros e comprometida com o desenvolvimento económico, social e ambiental da região”, afirmou Ângela Lemos.

Oferta formativa vai abranger licenciaturas, mestrados e CTeSP

A nova escola superior terá uma oferta formativa que inclui microcredenciais, cursos técnicos superiores profissionais, licenciaturas, pós-graduações, mestrados e, futuramente, programas de doutoramento.

Segundo a presidente do Politécnico de Setúbal, a instituição pretende responder às necessidades de qualificação de um território em transformação industrial, energética e tecnológica. Entre os objetivos apontados estão “a requalificação de trabalhadores, atração de jovens para a região e fixação de talento”.

A iniciativa incluiu também a conferência “Conhecimento que transforma – o Ensino Superior como motor do desenvolvimento regional”, proferida por Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência e antigo presidente do Politécnico de Setúbal.

Ângela Lemos classificou a presença de Pedro Dominguinhos como “particularmente simbólica”, recordando que foi durante o seu mandato que “este projeto começou a afirmar-se como uma resposta necessária para o território, ganhando solidez institucional”.

Parceiros debateram desenvolvimento sustentável do território

O programa contou ainda com o debate “Território em ação – parcerias para um futuro sustentável”, que reuniu João Pires, presidente da Comissão Instaladora da Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais; Pedro do Ó Ramos, presidente dos Portos de Sines e Algarve; Cristina Cachola, diretora da Refinaria de Sines da Galp; Carla Calisto, chief people officer da Start Campus; e Jorge Pisco, presidente da Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas.

O debate foi moderado por Raul Tavares, diretor do jornal “Semmais”.

O encerramento esteve a cargo de Álvaro Beijinha, presidente da Câmara Municipal de Sines, que classificou o investimento como “absolutamente decisivo para o futuro do território onde estão instaladas as mais importantes infraestruturas críticas do país”.

O autarca defendeu ainda “uma responsabilidade largamente partilhada entre autarquias, Governo e também as empresas aqui instaladas” para assegurar o sucesso do projeto.

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