O empresário Luís Homem Gonçalves, de 43 anos, é candidato à presidência da Comissão Política Distrital de Portalegre do Chega, estrutura que está atualmente sem direção, foi hoje anunciado.
Em comunicado, Luís Homem Gonçalves revelou já ter formalizou a candidatura da Lista B, que lidera, aos órgãos distritais de Portalegre do Chega.
Esta é a segunda candidatura conhecida àquela estrutura partidária, depois de, passada sexta-feira, o gestor comercial Pedro Lancha, de 37 anos, ter-se apresentado à ‘corrida’ eleitoral, que vai ter lugar no próximo domingo.
Em declarações à agência Lusa, Luís Homem Gonçalves explicou que se candidata para “combater a realidade do distrito de Portalegre”, que considera que foi “deixado ao abandono”, com uma “população sem voz e sem infraestruturas”.
Manifestando-se contra a construção do Campo de Tiro da Força Aérea Portuguesa em Alter do Chão e lamentando a paragem das obras da Barragem do Pisão, no Crato, o candidato afiançou que a sua lista “não pode compactuar” com estes cenários.
E defendeu, por isso, que “é preciso uma posição firme” por parte do Chega na região.
“A nível interno faz falta existir uma distrital forte, uma distrital que saiba estar na rua, que tenha a experiência que nós temos já das [eleições] legislativas e autárquicas. É preciso, realmente, uma aposta forte no recrutamento e ter a sede aberta”, acrescentou.
O candidato argumentou que o “partido está vivo”, ao contar nestas eleições em Portalegre com duas listas, e sublinhou que o seu projeto político é composto por “gente com experiência, com garra e disponibilidade” para trabalhar.
“É uma lista talhada no resultado das autárquicas do ano passado, com gente com experiência de andar na estrada, de fazer recrutamento de novos militantes. São pessoas que têm uma visão muito própria daquilo que o partido precisa no distrito”, frisou.
Luís Homem Gonçalves é natural do Crato e empresário no setor automóvel.
Foi candidato pelo Chega à Câmara de Ponte de Sor, também no distrito de Portalegre, nas eleições autárquicas de outubro de 2025.
Entre outras preocupações manifestadas no comunicado divulgado pela sua candidatura, destaca-se o projeto do novo Campo de Tiro da Força Aérea Portuguesa em Alter do Chão.
“Querem enfiar-nos à força um campo de tiro que vai fechar dezenas de empresas, atirar mais de 150 pessoas para o desemprego e roubar aos nossos agricultores mais de 7.500 hectares. Connosco, não brincam”, pode ler-se no documento.
Envolver os jovens na vida política, a abertura da sede distrital após o horário laboral, “reforço e expansão” das concelhias em todo o distrito e a criação de um gabinete distrital de comunicação são propostas apresentadas pela Lista B.



















