O deputado do Chega eleito pelo círculo de Beja considerou hoje “extremamente preocupante” a falta de conclusão das obras financiadas pelo PRR em curso no distrito e exigiu ao Governo soluções “de imediato”.
“O distrito de Beja, onde o acesso aos cuidados de saúde já enfrenta dificuldades próprias de uma região do interior, não pode correr o risco de perder verbas do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] que já foram atribuídas e que financiam obras em execução em centros de saúde e IPSS [instituições particulares de solidariedade social]”, disse António Carneiro, num comunicado enviado à agência Lusa.
Segundo o deputado, “não é aceitável que investimentos estruturantes fiquem comprometidos por atrasos, burocracia ou incapacidade de execução”.
Por isso, para o parlamentar, o Governo “tem de agir de imediato” com “soluções que salvaguardam estes financiamentos e assegurem a conclusão das obras”, devendo “solicitar ou negociar a prorrogação do prazo” nas empreitadas já em execução e em finalização a curto prazo.
“Se o prazo de execução do PRR terminar sem que estas intervenções sejam concluídas, estaremos perante um falhanço grave do Estado, com consequências diretas para as populações que aguardam melhores infraestruturas e melhores cuidados de saúde”, afirmou.
António Carneiro assegurou que acompanhará “este processo com toda a atenção” e exigirá “ao Governo explicações, responsabilidades e soluções”, uma vez que “o futuro da saúde no interior não pode ser sacrificado por incompetência administrativa”.
Na segunda-feira, dia 20 de julho, num comunicado conjunto, as câmaras municipais de Castro Verde, Moura, Ourique e Serpa exigiram que o Ministério da Saúde apresentasse um calendário “da solução alternativa de financiamento” para as empreitadas que têm em curso e que são financiadas no âmbito do PRR.
Em declarações à Lusa, o autarca de Castro Verde (PS), António José Brito, referiu que existe “o risco muito elevado” de estes quatro municípios perderem os financiamentos e que “a obrigação de requalificar os centros de saúde é exclusivamente do Ministério da Saúde”.
“Se as câmaras municipais assumiram o compromisso de colaborarem ativamente numa solução, apenas se deve à urgência de acelerarem a resolução de problemas públicos que persistem há muitos anos”, disse.
As obras em causa respeitam à requalificação do centro de saúde e de ampliação do serviço de urgência básico de Castro Verde, no valor de 2.140.625,29 euros, e da requalificação do centro de saúde de Moura, avaliada em 1.976.530,31 euros.
São também apoiadas pelo PRR as empreitadas de requalificação da extensão de saúde de Garvão, no concelho de Ourique, no valor de 565.061,45 euros, e de renovação e ampliação da extensão de saúde de Vila Nova de São Bento, no município de Serpa, avaliadas em 698.797,13 euros.



















