O número de furtos de catalisadores triplicou no distrito de Portalegre durante o primeiro semestre de 2026, comparativamente com o mesmo período do ano anterior. Nos distritos de Évora e Beja, a Guarda Nacional Republicana (GNR) registou um total de 31 ocorrências nos primeiros seis meses deste ano.
De acordo com os dados transmitidos pela GNR ao ODigital.pt, foram contabilizados 16 furtos de catalisadores na área de responsabilidade do Comando Territorial de Évora e 15 no distrito de Beja.
A corporação não revelou o número absoluto de ocorrências registadas em Portalegre, indicando apenas que os furtos de catalisadores aumentaram 200% em relação ao primeiro semestre de 2025. Esta variação significa que o número de casos triplicou no espaço de um ano.
Évora e Beja somam 31 ocorrências
Évora foi o distrito com mais furtos de catalisadores entre os dois territórios, embora a diferença para Beja tenha sido de apenas uma ocorrência.
Os 31 furtos registados nos distritos de Évora e Beja representam cerca de 17,4% dos 178 processos-crime por furto de catalisadores contabilizados pela GNR em todo o país durante o primeiro semestre de 2026.
Não foram disponibilizados os dados relativos ao período homólogo de 2025 nestes dois distritos, pelo que não é possível determinar se as ocorrências aumentaram ou diminuíram em Évora e Beja.
Furtos de componentes automóveis aumentam no país
A nível nacional, a GNR registou 685 crimes de furto de acessórios ou peças de veículos motorizados entre janeiro e junho de 2026. O valor representa um aumento de 18,72% face às 577 ocorrências registadas no mesmo período de 2025.
Do total contabilizado este ano, 178 ocorrências deram origem a processos-crime especificamente relacionados com o furto de catalisadores.
Segundo a GNR, este tipo de criminalidade está associado ao valor dos metais existentes no interior dos catalisadores, nomeadamente ródio, platina e paládio. As peças são furtadas para permitir a extração destes materiais e não, geralmente, para serem reutilizadas em veículos.
A Guarda refere que os autores recorrem frequentemente a rebarbadoras portáteis a bateria, que permitem retirar o componente automóvel em menos de um minuto. Posteriormente, os catalisadores são encaminhados através de circuitos ilegais de venda e recetação.
GNR reforça fiscalização a oficinas e sucateiras
Perante o aumento das ocorrências, a GNR intensificou as ações de vigilância e fiscalização junto de oficinas, sucateiras e operadores de gestão de resíduos.
As operações incluem o controlo dos metais entregues para reciclagem, a verificação dos documentos de proveniência e a fiscalização rodoviária de veículos suspeitos de transportarem ferramentas de corte ou componentes automóveis furtados.
No primeiro semestre de 2026, a GNR efetuou seis detenções por furto de acessórios ou peças de veículos motorizados. Durante todo o ano de 2025 tinham sido realizadas oito detenções relacionadas com este tipo de crime.




















