InícioAlentejoAlto AlentejoGrupo Delta Cafés espera...

Grupo Delta Cafés espera não ver aumentos de café este ano

O presidente executivo (CEO) da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, diz, em entrevista à Lusa, não esperar ver aumentos de café este ano, adiantando que o grupo vai trabalhar nas eficiências para não impactar o cliente.

O presidente executivo (CEO) da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, diz, em entrevista à Lusa, não esperar ver aumentos de café este ano, adiantando que o grupo vai trabalhar nas eficiências para não impactar o cliente.

O gestor também avança que grupo está a apostar no ‘vending’ [venda automática], onde no ano passado comprou uma empresa em Espanha, na Corunha, nesta área.

Questionado se irá assistir-se a grandes aumentos do preço do café Delta este ano, o gestor remata: “Eu espero que não”.

“A minha expectativa é, sobretudo (…), trabalharmos muito nas eficiências para não impactarmos”, diz Rui Miguel Nabeiro.

O CEO contextualiza que “2025 foi um ano desafiante”, com muita volatilidade nos preços da matéria-prima devido a vários fatores, “não só os geopolíticos, mas obviamente todas as questões climáticas, em particular no Vietname e também no Brasil, que impactaram muito”.

Nesse sentido, “a nossa preocupação foi sempre trabalhar muito nas eficiências para não impactar muito no consumidor, no preço”, afirma.

“Honestamente, com todo esse esforço que foi feito e aquilo que vamos vendo, não tenho a expectativa de grandes surpresas para 2026”, admite o gestor, referindo esperar um ano “muito mais tranquilo face àquilo que foi o ano de 2025”.

Para o gestor, o que é preciso é “sempre em garantir qualidade”.

Aliás, “em nenhum momento, a Delta alterou os seus ‘blends’ porque o preço nos podia facilitar” um café mais barato, garante, argumentando que o serviço e a qualidade “são muito importantes” para ter a confiança dos consumidores.

Entretanto, a Delta continua a “investir muito” na fábrica em Campo Maior, no âmbito de um plano de investimento de 16 milhões de euros, que arrancou há dois anos e que vai continuar nos próximos anos.

Este investimento visa “requalificar toda a nossa unidade industrial, com novas unidades de torrefação, para estarmos capazes deste desafio (…) que temos pela frente de crescer, em particular nos mercados europeus, onde estamos muito bem posicionados”.

Em termos de pessoas, a Delta tem a ambição este ano de crescer perto dos 10% e de ter mais operação.

Em 2025, “ultrapassámos a barreira dos 4.000 colaboradores, uma barreira, um marco importante”, aponta, recordando que quando entrou no grupo eram 1.600.

Sobre o futuro do mercado de café nos próximos cinco anos, o gestor recorda que Portugal, nos últimos anos, registou uma “diluição do consumo de café entre casa e fora de casa”.

“Quando eu entrei para a Delta, 80% do consumo era feito fora de casa” e atualmente “temos metade/metade do consumo a ser feito entre casa e fora de casa”, aponta.

Rui Miguel Nabeiro acredita que o consumo de café vai continuar a existir: “Hoje nunca tivemos uma fase tão boa do ponto de vista de notícias, do ponto de vista médico, sobre os impactos que o café tem na saúde”, argumenta.

O consumo de café “não vai mudar, pode mudar nos pontos e na forma como vai evoluindo” e a Delta está a trabalhar nessas frentes. “Aquilo que temos que ser capazes é de abraçar o consumidor do ponto de vista omnicanal e estar um bocadinho em todo lado”, refere.

Por exemplo, “temos uma aposta hoje na nossa área de ‘vending’ muito forte aqui em Portugal e já abrimos em Espanha. Nós hoje já temos uma empresa também de ‘vending’ em Espanha, na Corunha”.

A aquisição foi feita no ano passado e “estamos a iniciar a operação no ‘vending’ em Espanha e a aprender também a fazer este negócio” naquele mercado.

No negócio em casa, com cápsulas, “é extremamente importante continuarmos a inovar a ter oferta nesta área” e, depois, há o consumo fora de casa, “com os nossos clientes HoReCa [Hotéis, Restaurantes e Cafés] ou mesmo com as nossas lojas”, aponta.

Em Portugal, o grupo tem 12 Delta Espresso, “que é o nosso modelo de ‘franchising’ com clientes”, e conta com seis Coffee House Experience, uma em Paris.

“Posso-lhe garantir que este ano vamos abrir mais uma fora de Portugal”, anunciou Rui Miguel Nabeiro, sem adiantar a sua localização.

Esta aposta de conceitos franchisados e conceitos próprios “é muito importante para nós irmos tendo uma ligação muito próxima ao consumidor”, reforça, apontando que a Delta deixou de ser uma empresa B2B [entre empresas] para ser também B2C [para o consumidor].

Mais notícias

Câmara de Alcácer do Sal vai investir 5M€ para ampliar Zona de Atividades Económicas: «Já há empresas interessadas»

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal vai investir cerca de cinco milhões de...

Catalyxx anuncia fábrica de 120 milhões de euros em Sines com obras previstas para 2026

A Catalyxx anunciou esta quarta-feira a instalação da sua primeira fábrica à escala comercial...

Fisco suspeita de faturas falsas nas plataformas digitais e quer reforçar controlos

A administração tributária quer reforçar os controlos sobre o funcionamento das plataformas digitais, por...

Novo Rossio de Arronches deverá ser inaugurado na Feira das Atividades Económicas de 2027

A requalificação do Rossio, junto à Rua General Humberto Delgado, em Arronches, deverá estar...

Anuário Estatístico de Portugal revela agravamento do risco de pobreza no Alentejo apesar da descida do desemprego

O Alentejo foi uma das três regiões do país onde o risco de pobreza...

BE exige esclarecimentos sobre impactos da refinaria de antimónio em Sines

O Bloco de Esquerda pediu hoje esclarecimentos sobre os impactos sociais e ambientais da...

Projeto europeu quer acelerar transformação digital das empresas do Alentejo

As pequenas e médias empresas do Alentejo vão ser abrangidas por um novo projeto...

Insolvências aumentam em Beja, Évora e Portalegre no primeiro semestre de 2026

Os distritos de Beja, Évora e Portalegre registaram um aumento das insolvências declaradas durante...

Roberto Grilo defende que Arronches prova que a baixa densidade «não significa baixa capacidade económica»

O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Roberto Grilo,...