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Tempestades devastam produções em Odemira e já provocaram mais de 20 milhões de euros em perdas

A sucessão de fenómenos meteorológicos extremos registados nas últimas semanas provocou prejuízos superiores a 20 milhões de euros nas produções associadas à Lusomorango, no concelho de Odemira.

A sucessão de fenómenos meteorológicos extremos registados nas últimas semanas provocou prejuízos superiores a 20 milhões de euros nas produções associadas à Lusomorango, no concelho de Odemira. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo) esteve no terreno para avaliar os danos e apelou à identificação urgente e detalhada das perdas por parte dos agricultores afetados.

A visita decorreu esta quarta-feira, 12 de fevereiro, e contou com a presença do vice-presidente da CCDR Alentejo, Roberto Grilo, acompanhado pela Lusomorango – Organização de Produtores de Pequenos Frutos. A comitiva deslocou-se às produções da Miraberries, Maravilha Farms e Vitacress.

Estragos em infraestruturas e culturas

Segundo informação divulgada em comunicado, a deslocação permitiu observar os danos causados pelas intempéries em infraestruturas produtivas, sistemas de apoio agrícola e culturas.

O levantamento no terreno teve como objetivo avaliar o impacto económico e social no tecido produtivo da região.

Joel Vasconcelos, CEO da Lusomorango, afirmou que «os prejuízos são já superiores a 20 milhões de euros, só nos produtores associados da Lusomorango. Há produções que perderam mais de 70% da sua capacidade produtiva».

Apelo à identificação urgente das perdas

De acordo com a mesma fonte, a CCDR Alentejo tem acompanhado o levantamento dos prejuízos desde o primeiro momento. Joel Vasconcelos referiu que é fundamental que os agricultores façam chegar aos serviços da CCDR Alentejo a identificação detalhada das perdas sofridas, condição considerada essencial para uma resposta ajustada à dimensão dos danos.

A Lusomorango apelou ainda ao Governo para que os apoios extraordinários anunciados sejam alargados ao concelho de Odemira, permitindo que os produtores possam candidatar-se à linha de apoio prevista no Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para o restabelecimento do potencial produtivo.

A organização defende igualmente a criação de uma medida de emergência dirigida ao setor agrícola nacional, com o objetivo de assegurar a capacidade produtiva, o emprego e a sustentabilidade económica das explorações afetadas no concelho.

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