O regresso do escutismo à cidade de Borba, com a reativação do Agrupamento de Escuteiros 416, está em destaque numa entrevista a Jorge Reis, um dos impulsionadores do projeto, publicada no podcast “Factos e Conversas”, do Jornal ODigital.pt.
Na conversa, com mais de 40 minutos, Jorge Reis faz um balanço do processo que levou à reabertura do agrupamento, aborda a missão do escutismo e apresenta os objetivos definidos para o futuro, sublinhando o envolvimento da comunidade e a forte adesão registada desde a oficialização do grupo.
Reativação após vários anos de inatividade
Durante a entrevista, Jorge Reis recorda que o Agrupamento 416 esteve desativado durante muitos anos e que a decisão de avançar para a reativação resultou de quase um ano de trabalho preparatório, com contactos informais, avaliação de condições e envolvimento de antigos escuteiros e adultos ligados ao movimento.
O agrupamento foi oficialmente reativado a 25 de janeiro e conta atualmente com cerca de 50 crianças e jovens, apoiados por uma equipa de 11 adultos, alguns com um longo percurso no escutismo.
Comunidade e apoio institucional
Um dos aspetos destacados ao longo da conversa é o acolhimento da comunidade borbense ao projeto. Segundo Jorge Reis, o agrupamento tem sentido apoio por parte de associações locais, juntas de freguesia e do Município de Borba, que disponibilizou espaços para o início das atividades.
O entrevistado refere que o agrupamento pretende assumir-se como um complemento às dinâmicas existentes na cidade, trabalhando em articulação com outras instituições e movimentos locais.
Missão do escuteiro e valores do escutismo
A entrevista aborda de forma aprofundada a missão do escutismo e o papel do escuteiro na sociedade. Jorge Reis sublinha que o serviço é o eixo central do movimento.
«A principal missão de um escuteiro é servir. É deixar o mundo um pouco melhor do que aquilo que encontrámos», afirma.
O dirigente destaca ainda a importância da Promessa e da Lei do Escuta, da educação para a autonomia, da vida em comunidade e da formação de cidadãos com sentido de responsabilidade, solidariedade e compromisso.
Dimensão cristã e serviço à comunidade
Enquanto movimento da Igreja, o Corpo Nacional de Escutas assume uma dimensão cristã que é também abordada na entrevista. Jorge Reis explica que a fé faz parte integrante do percurso escutista, associada à vivência comunitária e ao serviço ao próximo.
O responsável recorda a participação do agrupamento em ações de apoio social, como campanhas de recolha de bens, Banco Alimentar e iniciativas solidárias, sublinhando que os escuteiros procuram estar presentes sempre que a comunidade necessita.
Projetos e desafios futuros
Ao longo da conversa, são igualmente abordados os desafios que o Agrupamento 416 enfrenta, nomeadamente a necessidade de material de campo, equipamentos e instalações adequadas para acompanhar o crescimento do número de elementos.
Jorge Reis revela que já estão previstas várias atividades para os próximos meses, incluindo iniciativas de âmbito ambiental, participação em encontros regionais e eventos escutistas, bem como atividades religiosas e comunitárias no concelho de Borba.
Agrupamento aberto à comunidade
Na parte final da entrevista, o dirigente deixa uma mensagem às famílias e à população em geral, sublinhando que o Agrupamento 416 está aberto a todas as crianças e jovens que queiram experimentar o escutismo.
«Acreditem em nós. Contem connosco também», afirma, reforçando que o projeto coloca as crianças e os jovens no centro de toda a ação.
O vídeo completo da entrevista a Jorge Reis pode ser visto no podcast “Factos e Conversas”, disponível nas plataformas digitais do Jornal ODigital.pt.
Veja a entrevista




















