A defesa da ciência e a valorização do trabalho dos investigadores marcaram a intervenção da reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vilar, na abertura da Noite Europeia dos Investigadores, que decorreu esta sexta-feira, 26 de setembro, na Praça 1º de Maio, em Évora.
A responsável sublinhou a importância de aproximar a ciência da comunidade, recordando que a iniciativa «pretende sair das paredes dos laboratórios e trazer a ciência para o exterior, em contacto direto com os cidadãos».
Num contexto internacional de incerteza, Hermínia Vilar alertou para os riscos de desvalorização da ciência. «Vivemos uma conjuntura em que os resultados científicos são questionados em favor de opiniões apresentadas até por representantes políticos. Torna-se cada vez mais importante afirmar a ciência e defender o conhecimento científico», afirmou.
A reitora destacou ainda o debate em curso sobre a revisão da Lei da Ciência e a criação de uma nova estrutura nacional de investigação e inovação. «Há uma questão central que hoje se coloca: qual será o papel da investigação fundamental, em especial nas ciências humanas e sociais, neste novo enquadramento?», questionou.
No plano laboral, apontou a precariedade como um dos principais desafios. «Sabemos que muitos investigadores continuam com contratos precários, embora esperemos que a médio prazo haja mais oportunidades de integração», referiu, sublinhando que o novo Estatuto da Carreira de Investigação Científica representa um avanço, mas não resolve todos os problemas.



















