A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Alentejo apresentou, no passado dia 11 de setembro, um projeto que pretende proteger e conservar o património cultural construído.
O “HEPRESTONE” tem uma duração de três anos e é uma ação transfronteiriça entre Évora e Mérida (Espanha), cofinanciada pelo FEDER, através do programa Interreg POCTEP 2021-2027.
Segundo Ana Paula Amendoeira, vice-presidente da CCDR, em declarações a’ODigital.pt, sublinhou que o objetivo principal é «desenvolver metodologias e boas práticas» para a proteção do património cultural «relativamente a ameaças e riscos, nomeadamente àqueles que decorrem das alterações climáticas ou excesso de carga de visitantes no turismo».
Sensores e tecnologia para monitorizar monumentos em Évora e Mérida
No caso de Évora, o Núcleo Museológico da Casa Nobre da Rua de Burgos foi o selecionado para dar início ao projeto, que dará um “manual” de «boas práticas» para a «promoção de um turismo sustentável e inclusivo».
Neste momento, segundo a vice-presidente, o projeto encontra-se na fase de «criação de uma ferramenta de aplicação interativa», que formalize «os planos de conservação para cada monumento».
Planos estes que terão como primeira abordagem a instalação de sensores «que permitam modelos digitais», assim como a «leitura de indicadores de alerta» e a «definição de parâmetros ótimos de funcionamento, no que diz respeito quer a medidores de alterações climáticas, que também àquilo que é o excesso de turismo».
Alterações climáticas e excesso de turismo entre os principais riscos
«Estamos em fase de análise e diagnóstico para passamos à fase de proposta e de metodologia no sentido de sair daqui um output de boas práticas para que possa ser utilizado em outros casos e em outros monumentos da região», acrescentou Ana Paula Amendoeira.
Em relação à duração do projeto, a vice-presidente confessou que espera que «se prolongue» para além dos três anos, isto porque pretende que «seja uma ferramenta disponibilizada e útil para todos os promotores e todos as instituições responsáveis de património».
«Queremos ir mais longe e o ideal é que esta metodologia possa ser validada e que seja útil, mas também complementada, porque estas coisas estão sempre em evolução», complementou.
Ferramenta para apoiar conservação do património e turismo sustentável
Desta forma, o produto final do “HEPRESTONE” poderá ser «acompanhado e adotado nos casos em que verificar a oportunidade» para as questões «da conservação de património e da prevenção de riscos».



















