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Bolota redescoberta como superalimento sustentável em estudo internacional

Investigadores de várias instituições nacionais e internacionais estão a desenvolver um projeto inovador para explorar o potencial da bolota como superalimento sustentável.

O estudo, coordenado pelo MARE – Politécnico de Leiria e pelo LSRE-LCM, integra o projeto MEDACORNET, liderado pela empresa LandraTech, e visa criar novos produtos alimentares à base deste fruto, tradicionalmente associado à alimentação humana e animal.

O consórcio do projeto reúne diversas instituições académicas e científicas, incluindo o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o Laboratório Colaborativo Mountains of Research (MORE), a Universidade de Bari (Itália), a Universidade de Osijek (Croácia), a Universidade Abdelmalek Essaâdi (Marrocos), a Universidade de Tunis El Manar (Tunísia), a Universidade de Tlemcen (Argélia) e a empresa espanhola GEOAI ANALYTICS, S.L..

Tradicionalmente utilizada em períodos de escassez, a bolota está agora a ser reavaliada como um ingrediente de alto valor nutricional e versatilidade. Rica em hidratos de carbono, fibras, antioxidantes e compostos bioativos, pode ser aplicada em diversos produtos, incluindo farinha para pão, substituto de café e ingredientes para novas formulações alimentares.

Segundo os investigadores do projeto, este fruto pode desempenhar um papel importante na alimentação sustentável, contribuindo para dietas mais diversificadas e saudáveis. Além disso, a utilização da bolota como matéria-prima alimentar pode ajudar a mitigar o impacto ambiental da produção agrícola intensiva.

Para além do seu potencial alimentar, a bolota está também associada a práticas agrícolas mais resilientes. O estudo do MARE – Politécnico de Leiria destaca que a exploração sustentável deste recurso pode ajudar na regeneração de ecossistemas agroflorestais e na preservação da biodiversidade. A aposta na valorização da bolota pode contribuir para uma economia circular, reduzindo o desperdício e promovendo a sustentabilidade alimentar.

Segundo os investigadores, este projeto representa um avanço na conciliação entre inovação, tradição e sustentabilidade, procurando soluções para os desafios globais da segurança alimentar e da conservação ambiental.

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