Durante a apresentação da “Cidade do Vinho 2025”, que decorreu ontem no Convento de S. Paulo, o presidente da Câmara Municipal de Borba, António Anselmo, sublinhou a importância da cooperação entre os cinco municípios da Serra d’Ossa — Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa — na concretização deste projeto.
António Anselmo enfatizou que a união de esforços foi essencial para alcançar o sucesso da candidatura e promover a região como um todo.
«Isoladamente, o que somos? Nada», afirmou o autarca, destacando que a promoção conjunta da região beneficia todos os envolvidos. «Quando a região é promovida, quem ganha? Ganhamos todos», disse, referindo-se ao impacto positivo que a “Cidade do Vinho 2025” terá não apenas para os produtores de vinho, mas também para o desenvolvimento económico e social dos cinco concelhos.
O autarca de Borba recordou que o projeto só foi possível graças ao entendimento e colaboração entre os autarcas, que trabalharam em conjunto com várias entidades, como o Turismo do Alentejo e a ATEVA, para promover o vinho da Serra d’Ossa. «O importante não é quem conseguiu, o importante é que nós conseguimos», afirmou, destacando o espírito de cooperação entre os municípios, independentemente das diferenças políticas ou de interesses locais.
Além de reconhecer a relevância do trabalho das equipas envolvidas, António Anselmo elogiou o papel crucial dos produtores de vinho da região. «Sem produtores, não há ninguém», afirmou, destacando as sete adegas de Borba como exemplos de excelência e qualidade no setor.
O edil reforçou a importância de valorizar os recursos humanos e o património local, sublinhando que, apesar de Borba enfrentar atualmente desafios, o vinho continua a ser um ativo fundamental para a economia local.
Anselmo referiu também que a crise no setor vitivinícola exige soluções ponderadas e criticou algumas políticas centrais, como a compra de vinho estrangeiro a preços baixos. No entanto, manifestou confiança de que, com a união dos cinco municípios, será possível ultrapassar esses obstáculos. «Juntos, seremos sempre melhores», afirmou, sublinhando que a união entre os concelhos é a chave para o sucesso a longo prazo.
António Anselmo concluiu com uma mensagem de otimismo, destacando a “Cidade do Vinho 2025” como uma oportunidade única para fortalecer o território e promover a sua riqueza cultural e vitivinícola. «O importante é sermos pessoas humanas. Falamos umas com as outras, brigamos umas com as outras, e acreditamos no nosso território», disse, reiterando o compromisso de continuar a trabalhar em conjunto para o futuro da região e do projeto.



















