A Federação Distrital de Portalegre do Partido Socialista pediu à Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo esclarecimentos sobre alterações que, segundo o partido, estarão a ser preparadas na organização e prestação de cuidados aos doentes oncológicos no distrito.
Num comunicado divulgado esta segunda-feira, o PS não especifica quais são as mudanças previstas, quando poderão entrar em vigor ou que serviços e percursos clínicos serão abrangidos. A estrutura partidária defende, contudo, que qualquer alteração deve ser sustentada em critérios clínicos, técnicos e de interesse público.
A administração da ULS do Alto Alentejo deve, segundo os socialistas, explicar as razões e os objetivos das medidas em preparação e garantir que estas não terão consequências nos tempos de resposta, na qualidade dos tratamentos ou na continuidade dos cuidados.
PS diz que serviço não tem lista de espera
O presidente da Federação Distrital de Portalegre do PS, Tiago Teotónio Pereira, afirma que o atual serviço de oncologia apresenta resultados que devem ser preservados.
O serviço “tem ótimos resultados terapêuticos, a integração com outras especialidades é elogiada, não tem lista de espera e o grau de satisfação dos doentes é o maior do hospital”, declarou o dirigente socialista, citado no comunicado.
A nota não apresenta indicadores que permitam quantificar os resultados terapêuticos ou os níveis de satisfação mencionados.
Para o PS, as mudanças não podem representar uma redução da capacidade instalada, tendo em conta a necessidade de assegurar aos doentes e às famílias um acompanhamento estável durante todo o processo de tratamento.
A Federação socialista acrescenta que acompanhará as decisões que venham a ser tomadas nas próximas semanas. A prioridade deve ser “garantir que todos os doentes oncológicos do distrito têm uma resposta de qualidade, humana, eficaz e que possa dar tranquilidade a todos, a começar pelas famílias dos utentes”, sustenta.
ULS estabeleceu acordo com o IPO de Lisboa
No início de agosto, a ULS do Alto Alentejo anunciou um acordo de cooperação com o Instituto Português de Oncologia de Lisboa destinado a reforçar a articulação clínica, a formação, a investigação e o acesso a cuidados oncológicos diferenciados.
Na altura, a unidade de saúde indicou que seriam desenvolvidos acordos específicos para concretizar os vários domínios da colaboração. O comunicado agora divulgado pelo PS não esclarece se as alterações mencionadas estão relacionadas com este protocolo.

















