Os preços anunciados das casas à venda no Alentejo subiram 14% em agosto, em comparação com o mesmo mês de 2025, colocando a região com a segunda maior valorização anual do país, segundo o índice de preços do idealista.
No final de agosto, o preço mediano da habitação na região situava-se nos 2.172 euros por metro quadrado. Apenas o Centro apresentou um aumento superior, de 14,1%.
A subida registada no Alentejo ficou acima da média nacional. Em Portugal, os preços anunciados aumentaram 7,5% em termos homólogos, para um valor mediano de 3.207 euros por metro quadrado. Face aos três meses anteriores, a variação nacional foi de 0,3%.
Évora com segunda maior subida entre os distritos
O distrito de Évora registou um aumento homólogo de 19,5%, a segunda maior subida entre os 25 distritos e ilhas analisados. Apenas Santarém apresentou uma valorização superior, de 22,9%.
Apesar do crescimento dos preços, o valor mediano no distrito de Évora, de 1.777 euros por metro quadrado, permaneceu abaixo da média nacional.
Em Portalegre, os preços anunciados aumentaram 17% no espaço de um ano, fixando-se nos 1.033 euros por metro quadrado. O distrito de Beja registou uma subida de 16,3%, para 1.521 euros por metro quadrado.
Beja e Portalegre entre as capitais com maiores aumentos
Nas capitais de distrito, Beja e Portalegre ficaram entre as cidades onde os preços mais cresceram em agosto.
Em Beja, a subida anual atingiu 17,4%, com o preço mediano a situar-se nos 1.533 euros por metro quadrado. Portalegre apresentou um aumento de 17,3%, para 1.242 euros por metro quadrado.
Na cidade de Évora, os preços anunciados cresceram 12,1% face a agosto de 2025. O valor mediano atingiu os 2.669 euros por metro quadrado, o mais elevado entre as três capitais de distrito do Alentejo.
Faro liderou as subidas entre as capitais de distrito e regiões autónomas, com uma valorização de 18,3%, seguindo-se Guarda, Bragança, Beja e Portalegre.
Dados baseados nos preços dos anúncios
O índice do idealista tem por base os preços de oferta publicados pelos anunciantes na plataforma e não os valores finais das transações imobiliárias.
No cálculo são considerados os metros quadrados construídos e eliminados os anúncios com preços considerados atípicos ou fora do mercado. O resultado corresponde à mediana dos anúncios considerados válidos em cada território.















