O investigador Rui Alexandre Castanho, subcoordenador do Centro de Investigação para a Valorização de Recursos (VALORIZA) da Universidade Politécnica de Portalegre, participou como orador no AIFOD Geneva Summit 2026, realizado no Palais des Nations, em Genebra.
A intervenção decorreu a 14 de agosto, na Assembly Hall, e integrou o painel Dialogue XV, subordinado ao tema “Who Decides Which AI Is Better?”. O debate reuniu especialistas ligados à inteligência artificial, governação, avaliação e implementação tecnológica.
Desempenho técnico não basta para avaliar sistemas de IA
Rui Castanho apresentou uma abordagem assente em três dimensões: desempenho, contexto e impacto. O investigador defendeu que os indicadores técnicos são necessários, mas não permitem, por si só, determinar qual o sistema de inteligência artificial mais adequado.
“A questão passa por avaliar não apenas o desempenho técnico de um sistema, mas também a sua adequação ao contexto institucional, social e territorial onde será utilizado e o impacto efetivamente produzido após a sua implementação”, afirmou.
A intervenção colocou em discussão a necessidade de adaptar a avaliação das ferramentas de inteligência artificial às instituições, às comunidades e aos territórios onde estas são aplicadas.
Universidade destaca ligação entre investigação e território
Em comunicado, a Universidade Politécnica de Portalegre enquadra a participação no trabalho desenvolvido pelo VALORIZA na ligação entre investigação, desenvolvimento territorial, sustentabilidade, governação e transferência de conhecimento.
A instituição considera ainda que a presença de Rui Castanho no encontro contribui para a sua projeção internacional e para o debate sobre os desafios associados à adoção da inteligência artificial.















