De acordo com o Relatório dos Registos das Interrupções da Gravidez 2018, agora divulgado pela Direção-Geral de Saúde, o Alentejo é a região com menor de interrupções da Gravidez (IG) em 2017.
De acordo com o referido relatório, em 2017, cerca de 57% das IG tiveram lugar em instituições da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), uma percentagem é superior à percentagem de nados-vivos nascidos na mesma região (33,7%) e muito superior à percentagem de mulheres em idade fértil aí residente (27,6%).
Assumindo que a distribuição de nascimentos por região é um indicador aproximado da distribuição de gravidezes por região, os dados aparentam indicar deslocação geográfica de mulheres grávidas residentes fora de LVT para dentro desta região, com o objectivo de realizar IG.
No Continente, o Alentejo é a região com menor percentagem de IG (1,5%), não obstante aí nascerem 6,1% de nados-vivos.
Analisando a tabela que mostramos em baixo, em 2017, realizaram-se 225 interrupções de gravidez no Alentejo, contrastando com os 5.225 nados-vivos registados nesta região.

Nado-vivo – Feto que, independentemente do período de gravidez, foi expulso ou extraído do útero com sinais vitais (respiração, batimentos cardíacos, etc.).

















