A fixação de talento e a modernização das infraestruturas desportivas estão entre os principais desafios para o futuro do desporto no Alentejo, considera a diretora regional do Alentejo do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Maria Inês Guerreiro.
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, no âmbito das comemorações dos 100 anos da Associação de Futebol de Évora, a responsável defendeu uma mudança na forma como a região é encarada.
«Ambicionamos um Alentejo que não se defina pela interioridade», afirmou Maria Inês Guerreiro, apontando a valorização das pessoas e das condições disponíveis no território como áreas de intervenção.
A diretora regional do IPDJ defendeu ser necessário «contrariar esse discurso e afirmar a centralidade do seu valor humano, fixar talento e modernizar as nossas infraestruturas».
Para Maria Inês Guerreiro, a identidade regional reúne condições para competir em diferentes níveis, desde que exista uma intervenção articulada entre associações, clubes, autarquias, entidades públicas e Governo.
IPDJ disponível para trabalhar com os clubes
A responsável manifestou a «total disponibilidade» do Instituto Português do Desporto e Juventude, em particular da Direção Regional do Alentejo, para prosseguir o trabalho com a Associação de Futebol de Évora e as estruturas desportivas da região.
O objetivo passa por atuar «lado a lado com a associação e com todos os clubes da região, superando desafios comuns e potenciando novas respostas para o Alentejo», explicou ao Jornal ODigital.pt.
Maria Inês Guerreiro não avançou medidas, investimentos ou prazos concretos, mas identificou a melhoria das infraestruturas e a capacidade de manter atletas, treinadores e outros agentes desportivos na região como prioridades para o futuro.
A diretora regional considerou ainda que o futebol pode contribuir para levar a prática desportiva a diferentes pontos do território e para criar ligações entre clubes e entidades.
Associação de Futebol de Évora destacada pelo trabalho de inclusão
Nas declarações prestadas por ocasião do centenário, Maria Inês Guerreiro classificou a Associação de Futebol de Évora como «um pilar essencial» da região.
Segundo a responsável, a intervenção da instituição ultrapassa os resultados das competições, abrangendo áreas como a inclusão, a formação de crianças e jovens, a criação de oportunidades e a melhoria dos equipamentos desportivos.
Ao longo de um século, acrescentou, diferentes gerações «construíram resultados desportivos» e «construíram comunidades», representando aldeias, vilas e cidades do Alentejo.
Maria Inês Guerreiro defendeu que a associação deverá continuar a contribuir para que o desporto, em geral, e o futebol, em particular, cheguem a todo o território.
A Associação de Futebol de Évora assinalou, esta sexta-feira, os 100 anos de atividade com uma gala que reuniu representantes dos clubes, autarquias, CIMAC, IPDJ e Federação Portuguesa de Futebol.

















