A criação de uma academia de futebol em Évora deve ser apoiada para permitir à Associação de Futebol de Évora aumentar o número de praticantes e reforçar a sua intervenção no distrito, defendeu o diretor técnico nacional da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Óscar Tojo.
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, no âmbito das comemorações do centenário da associação, o responsável destacou o crescimento registado nos últimos anos, durante os quais o número de atletas passou de dois mil para cinco mil.
Para Óscar Tojo, esta evolução coloca a Associação de Futebol de Évora perante novas exigências e torna necessária a criação de condições que permitam manter a trajetória de crescimento.
A associação «deve ser apoiada também naquilo que é a criação da academia», afirmou, considerando tratar-se de «um projeto muito importante para a continuidade deste aumento do número de praticantes e também da sua intervenção».
As declarações surgem numa altura em que a construção da academia continua por concretizar. O vice-presidente da Câmara Municipal de Évora, Jerónimo José, revelou igualmente ao Jornal ODigital.pt que o anterior protocolo relacionado com o projeto não foi cumprido e admitiu que o acordo terá de ser revisitado.
Associação cresceu de dois mil para cinco mil atletas
Óscar Tojo salientou que a atividade da Associação de Futebol de Évora abrange atualmente diferentes idades e modalidades, incluindo futebol, futsal, futebol feminino e walking football.
O responsável classificou como «muito marcante» o trabalho realizado nos últimos anos, tendo em conta o aumento de dois mil para cinco mil atletas.
Na perspetiva do diretor técnico nacional da FPF, o crescimento alcançado projeta agora a associação «para outros patamares» e para «outro tipo de exigência», justificando a necessidade de novas respostas ao nível das infraestruturas e da organização.
A academia é apontada como uma das estruturas que poderá contribuir para aumentar o número de praticantes. O presidente da Associação de Futebol de Évora, António Pereira, já tinha indicado ao Jornal ODigital.pt que o projeto permitiria aproximar a instituição dos seis mil jogadores.
Desertificação dificulta captação e retenção de atletas
Além das infraestruturas, Óscar Tojo identificou a perda de população e a dificuldade em obter apoios como fatores que condicionam o desenvolvimento do futebol no interior.
Segundo o responsável, existe «uma grande preocupação» relacionada com «a dificuldade dos apoios» e com «uma certa desertificação» populacional.
Estas características obrigam as entidades desportivas a encontrar novas formas de atrair pessoas para a prática do futebol e do futsal.
«Temos de ser mais criativos na maneira como conseguimos cativar novos praticantes e como os conseguimos reter», explicou Óscar Tojo ao Jornal ODigital.pt.
O diretor técnico nacional da FPF defendeu ainda a identificação dos momentos em que ocorre o abandono da prática desportiva, para que possam ser desenvolvidas políticas orientadas para a permanência dos atletas.
Na sua perspetiva, as limitações associadas ao território devem ser analisadas como desafios, procurando perceber como é possível «olhar para as oportunidades» e continuar a desenvolver o futebol no interior.













