A Câmara Municipal de Évora assinou, esta terça-feira, 7 de julho, no Palácio D. Manuel, o protocolo para a “Requalificação e Renaturalização do Rossio de São Brás | Laboratório Floresta Nómada” — Rossio II, numa cerimónia que contou com a presença da ministra do Ambiente e Energia.
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, afirmou que esta segunda fase de requalificação do recinto “significa muito” para a cidade, destacando três dimensões principais: a resposta às alterações climáticas, a criação de uma nova centralidade urbana e o legado associado à Capital Europeia da Cultura.
“Um compromisso da cidade de Évora com o restauro da natureza”
Segundo Carlos Zorrinho, o projeto representa “o grande compromisso da cidade de Évora com o restauro da natureza”, através da naturalização do espaço, da melhoria da qualidade de vida e do aumento do sombreamento.
O autarca sublinhou que as alterações climáticas “estão aí” e fazem parte de “um ciclo longo”, que pode ser prevenido, mas que, nesta fase, tem sobretudo de ser mitigado.
Nas palavras proferidas, Carlos Zorrinho defendeu ainda que a ecologia urbana é “uma ferramenta essencial” para responder aos desafios climáticos, considerando que a requalificação do Rossio de São Brás não é “uma requalificação urbana qualquer”, mas uma intervenção pensada para garantir qualidade de vida “em contexto de mudança agressiva do quadro climático”.
Rossio será “uma nova centralidade” para Évora
O presidente da Câmara Municipal de Évora afirmou que, se a Praça do Giraldo é “o coração” do centro histórico, o Rossio de São Brás será “o coração e o pulmão da cidade”.
Questionado pelo Jornal ODigital.pt sobre esta ideia, Carlos Zorrinho referiu que o projeto representa “um novo respirar” para Évora e também “uma nova centralidade” para o município.
O autarca explicou que o objetivo passa por reafirmar o posicionamento de Évora como “capital europeia ao sul”, valorizando a malha urbana da cidade e reforçando a ligação entre o centro histórico, a zona envolvente e os restantes municípios da região.
Floresta Nómada deverá irradiar “uma cidade mais verde”
Sobre o futuro da Floresta Nómada, Carlos Zorrinho adiantou que o acordo existente prevê a permanência do projeto até 2029, mas garantiu que a lógica de produção e plantação de árvores deverá continuar depois dessa data.
“Vamos ter mais jardins, vamos ter mais viveiros”, afirmou o presidente da Câmara, explicando que o plano de urbanização também prevê mais espaços verdes. Para Carlos Zorrinho, o Rossio de São Brás será “um foco de onde vai irradiar uma cidade mais verde”.
Projeto ligado ao legado da Capital Europeia da Cultura
Carlos Zorrinho associou ainda a intervenção ao processo de Évora Capital Europeia da Cultura 2027, considerando que o projeto é uma prova da articulação entre a Câmara Municipal de Évora, a Associação Évora 27 e o Governo.
O autarca destacou que esta colaboração tem permitido “desbloquear projetos como este”, que, na sua perspetiva, vão deixar “um legado forte” para a cidade, para a região e para o país.
Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Évora sublinhou também que a Capital Europeia da Cultura é um desígnio da cidade, do concelho, da região e do país.























































