O Alentejo esteve entre as regiões do país onde o valor das transações de habitação aumentou no 1.º trimestre de 2026, apesar da redução do número de vendas registada em todas as regiões, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o destaque do Índice de Preços da Habitação, os maiores aumentos homólogos no valor das transações, acima da média nacional, foram observados na Península de Setúbal, Oeste e Vale do Tejo, Alentejo e Norte, com variações entre 4,6% e 16,6%.
Habitação no Alentejo com valor transacionado acima da média nacional
No conjunto do país, entre janeiro e março de 2026, foram transacionadas 37.745 habitações, menos 8,7% do que no mesmo período de 2025. Em sentido oposto, o valor das habitações transacionadas totalizou 9,9 mil milhões de euros, mais 3,2% em termos homólogos.
O INE assinala que, apesar da quebra no número de transações, o valor das vendas continuou a crescer em algumas regiões. O Alentejo integrou o grupo de regiões com variações homólogas acima da média nacional no valor das transações.
Preços da habitação subiram 17,8% no país
A nível nacional, o Índice de Preços da Habitação aumentou 17,8% em termos homólogos no 1.º trimestre de 2026. A taxa ficou 1,1 pontos percentuais abaixo da observada no trimestre anterior.
O aumento foi mais expressivo nas habitações existentes, cujos preços subiram 19,7%, enquanto as habitações novas registaram uma subida de 12,6%.
Face ao trimestre anterior, os preços da habitação aumentaram 3,8%. Nos alojamentos existentes, a subida foi de 4,2%, enquanto nos alojamentos novos se fixou em 2,7%.
Número de vendas caiu em todas as regiões
Segundo o INE, todas as regiões registaram uma redução no número de transações face ao 1.º trimestre de 2025. As que apresentaram quedas mais acentuadas foram a Região Autónoma da Madeira, com menos 25,6%, a Região Autónoma dos Açores, com menos 11,4%, e o Algarve, com menos 10,7%.
No mercado nacional, as habitações existentes representaram 30.356 transações, correspondentes a 80,4% do total. Este segmento registou uma quebra homóloga de 8,0%. Já as habitações novas totalizaram 7.389 transações, menos 11,6%.
Famílias compraram 87% das habitações
No 1.º trimestre de 2026, as famílias adquiriram 32.828 habitações, o equivalente a 87,0% do total nacional. Estas compras representaram 8,6 mil milhões de euros, ou 86,4% do valor total das transações.
As aquisições por compradores com domicílio fiscal fora do território nacional totalizaram 1.770 unidades, menos 15,6% do que no mesmo período de 2025.
O INE refere ainda que este destaque marca a divulgação do Índice de Preços da Habitação com nova base 2025=100, sem alterações metodológicas relevantes.



















