O número de fogos licenciados em Portugal atingiu, em 2025, o valor mais elevado desde 2011, enquanto o mercado da habitação continuou a registar aumentos nas transações, nos preços de venda e nas rendas. Apesar desta tendência nacional, as sub-regiões do Alentejo mantêm-se entre as zonas do país onde comprar ou arrendar casa continua a ser mais acessível, segundo a publicação “Estatísticas da Construção e Habitação 2025”, divulgada esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Construção mantém trajetória de crescimento
Em 2025 foram licenciados 26.227 edifícios em Portugal, mais 1,4% do que no ano anterior. No mesmo período, foram licenciados 48.844 fogos, um aumento de 14,6% face a 2024 e o melhor resultado registado desde 2011. Já o número de fogos concluídos foi estimado em 30.425, representando um crescimento anual de 8,7%.
O relatório indica ainda que as construções novas continuam a representar a maioria das obras licenciadas e concluídas, enquanto o peso da reabilitação continua a diminuir.
Alentejo continua abaixo da média nacional
Embora o preço mediano da habitação em Portugal tenha aumentado 16,8%, fixando-se nos 2.076 euros por metro quadrado, as quatro sub-regiões do Alentejo permanecem abaixo da média nacional.
De acordo com o INE, o Alto Alentejo apresenta o valor mediano mais baixo da região, seguido do Baixo Alentejo e do Alentejo Central. O Alentejo Litoral surge como a sub-região alentejana onde o preço da habitação é mais elevado, ainda assim abaixo da média nacional.
Entre os municípios alentejanos destacados pelo INE encontram-se Évora, Beja, Portalegre, Grândola, Odemira, Mourão, Barrancos e Alter do Chão, refletindo diferenças significativas no valor da habitação dentro da própria região.
Rendas também permanecem entre as mais baixas
O mercado de arrendamento acompanhou a tendência de subida nacional. A renda mediana dos novos contratos aumentou 9,7%, fixando-se nos 9,29 euros por metro quadrado, enquanto o número de novos contratos cresceu 5,4%.
No entanto, o Alentejo continua entre as regiões mais acessíveis para arrendar casa.
O Baixo Alentejo apresenta a menor proporção de novos contratos de arrendamento do país, sendo igualmente uma das sub-regiões com rendas medianas mais reduzidas. Também o Alto Alentejo, o Alentejo Central e o Alentejo Litoral permanecem abaixo da média nacional.
Entre os municípios alentejanos identificados pelo INE nas estatísticas das rendas surgem Évora, Sines, Ponte de Sor, Aljustrel, Borba, Cuba, Marvão e Odemira, evidenciando diferenças entre o litoral e o interior da região.
Mercado nacional continua em expansão
Além do aumento da construção, o mercado imobiliário manteve uma evolução positiva em 2025.
Foram transacionados 169.812 alojamentos familiares, mais 8,6% do que em 2024, num valor global superior a 41 mil milhões de euros. Paralelamente, as avaliações bancárias ultrapassaram as 146 mil, o valor mais elevado desde 2009.
Os dados do INE mostram assim um mercado da habitação em crescimento, marcado por uma maior atividade na construção e na compra e venda de imóveis, enquanto o Alentejo continua a destacar-se como uma das regiões do país onde os preços da habitação e do arrendamento permanecem abaixo da média nacional.




















